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Como adaptar-se ao inverno do Québec? Conheça essas dicas essenciais

Postado por:École Québecem:11/09/2020

Com essas dicas e orientações, será mais fácil descobrir como adaptar-se ao inverno do Québec. Saiba mais!

Como adaptar-se ao inverno do Québec? Agasalhe-se bem, mantenha a sua mente ocupada e ativa, extraia o melhor da situação e usufrua da experiência!

Você deve saber que o Québec fica localizado no hemisfério Norte e, por isso, é um local que registra temperaturas abaixo de zero a maior parte do ano. Quem nunca passou pela experiência de residir em terras geladas pode realmente assustar-se com o inverno québécois. É normal. No entanto, controlar esse receio é justamente o primeiro passo para adaptar-se às temperaturas mais baixas. Mudar o modo de pensar é necessário para encarar o frio e entrar de cabeça na vivência no Québec. 

Com algumas orientações básicas, pensamento positivo e abertura ao novo, você não apenas vai sobreviver ao inverno como vai desfrutar dos prazeres do frio quase polar. Acredite, é uma vivência inesquecível. 

Aqui nesse post, vamos dar algumas dicas de como adaptar-se ao inverno do Québec. Para isso, contamos com o relato e bagagem de vida de três ex-alunos da École Québec: Monique, Juliana e Vinicius.

Vamos lá?

Dicas essenciais para adaptar-se ao inverno do Québec

1- Compre roupas adequadas

A cabofriense Monique Caetano, residente no Québec faz sete anos, enfrentou dificuldade logo nos primeiros dias de neve. Era desconfortável enfrentar o frio, diariamente, para passear e brincar na neve com a cachorrinha Plié.

“Meus primeiros dias foram a árduos porque eu não tinha um bom casaco e  botas adequadas para o frio canadense”, conta. No entanto, as coisas melhoraram muito quando Monique comprou roupas adequadas. “Aprendi a me vestir de acordo com a temperatura, eu saio de casa para passear mesmo que faça -30o C! O segredo é agasalhar-se bem”. 

Ou seja, a primeira dica de como adaptar-se ao inverno do Québec é: invista em roupas de qualidade. Isso inclui comprar um bom casaco, luvas quentinhas, um gorro que cubra bem as orelhas e botas impermeáveis. A tecnologia de tecidos é muito desenvolvida no Canadá, o que permite encontrar vestimentas que protegem muito bem sem serem pesadas demais – nem no corpo, nem no bolso.

Para aqueles mais friorentos, também existe a técnica “cascas de cebola”, que consiste em vestir várias camadas de roupas – uma em cima da outra. E engana-se quem acha que ficar coberto da cabeça aos pés é feio, de mau-gosto ou prova da ausência de estilo. A moda de inverno é criativa, elegante e até mesmo colorida. 

2 – Mantenha-se ativo

Outra dica essencial para enfrentar o frio é manter-se ativo durante a estação. Apesar de, na teoria, o inverno durar três meses, na prática demora no mínimo cinco meses. Por isso, uma das maneira de aproveitar esse período é permanecer em movimento. 

A neve é uma oportunidade de explorar diferentes esportes de inverno, como, por exemplo, a patinação no gelo. Existem muitas possibilidades já que a atividade física é algo presente na cultura canadense: esqui alpino, snowboard, caminhada nos bosques, etc. Para quem não é muito fã dos esportes ao ar livre, outras alternativas são as academias.

Juliana, ex-aluna da École Québec, ainda aproveita a estação para fazer coisas diferentes das que faz no verão, como curtir mais a sua casa, ir em um novo restaurante ou desfrutar do ar fresco em um SPA de inverno.

3 – Relativizar a adversidade

“Informação é a chave para enfrentar qualquer adversidade”, acredita Vinícius de Souza. Antes de imigrar, o ex-aluno da École Québec seguiu as orientações dos instrutores e pesquisou bastante na internet sobre o estilo de vida québécois e já estava preparado para enfrentar esse obstáculo.

Para ele, a adaptação ao frio foi a parte mais fácil da integração ao novo país. “Apesar das baixas temperaturas e das dificuldades relacionadas ao inverno, eu prefiro um dia de -10ºC  no Québec a um de 5ºC no Brasil” reflete. “Aqui, existe uma estrutura de aquecimento para aguentar as temperaturas mais baixas.  É difícil passar frio”, completa.

Chegar no Québec com a mente aberta também foi primordial para encarar a mudança radical de temperatura. Segundo Vinícius, expor-se a situações novas e encarar como uma oportunidade de crescimento pessoal são essenciais para a adaptação. “Superar o desafio do inverno cria vínculos com o Québec. Como sentir-se parte desta terra sem sentir, de fato, o frio?”, analisa.

Como adaptar-se ao inverno do Québec? A melhor dica

Assim, as orientações principais para a pergunta de “como adaptar-se o inverno no Québec” são agasalhar-se bem e ter roupas de qualidade. Também manter a mente ocupada e o corpo ativo para atravessar os meses da estação mais fria. Abra-se a experiência, explore novas possibilidades de esportes e aventuras com a neve como plano de fundo.  

Encare o inverno como uma oportunidade de crescimento, de superação e de criar vínculos com o Québec. Faz parte da experiência. E para finalizar, a melhor dica para sobreviver ao inverno é relativizar as adversidades e lembrar-se das razões que motivaram a imigração. Dá um força extra.

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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École Québec na TV5 MONDE

Postado por:École Québecem:10/07/2020
Programme Seuls Ensemble

O diretor geral da École Québec, e jornalista correspondente da Radio-Canada, Serge Boire foi convidado para participar do último episódio da série Seuls Ensemble exibida na TV5 Monde juntamente com a Rosella Tursi, uma outra quebequense que mora em Nova Iorque.

Com a mágica da videoconferência e a colaboração do anfitrião Pierre-Yves Lord, o programa Seuls Ensemble, destaca como cada país está passando pela crise do Covid, através dos olhos e das histórias de canadenses que moram ao redor do mundo.

São 14 episódios, onde em cada um deles, 2 pessoas são convidadas para compartilhar suas histórias e emoções vividas nesse tempo de pandemia. Foram entrevistados canadenses morando no Japão, Haiti, Países Baixos, Bélgica, Vietnã, Tanzânia, Panamá, Suécia, França, Chicago, Alemanha, Espanha, São Francisco, Israel, China, Itália, Coréia do Sul, Indonésia, Índia, Rússia, Austrália, Suíça, Nova Iorque, Brasil.

O útlimo episódio dessa série de entrevistas ao redor do mundo, foi dedicado ao nosso diretor Serge Boire, que mora no Brasil. Ele dividiu suas experiências e sentimentos sobre o delicado momento em que todos estamos vivendo.

TV5: uma das maiores redes de televisão do mundo

Ficamos extremamente lisonjeados com o convite para participar do programa, que decidimos te contar um pouco da história dessa emissora grandiosa.

A TV5 foi fundada em 1984. É uma das três maiores redes de televisão do mundo, juntamente com a MTV e a CNN.

Em 2006 a TV5 fez uma alteração no seu nome, renomeando-se para TV5 MONDE com foco total para o mundo, como uma rede global. É o primeiro canal mundial em francês, onde reúne uma média de 60 milhões de espectadores por semana em cerca de 200 países do mundo.

A sua missão é promover a língua francesa, mas também, oferecer, divulgar e compartilhar a diversidade de culturas e ponto de vista.  Trazer informações multilaterais, e confiáveis em todo o mundo bem como explicar/mostrar as culturas dos pais onde o francês é o idioma. Conteúdo para todas as idades, desenhos e animes infantis, documentários e uma variedade de séries, entre outros. Financiada pela França, Suíça, Canadá, Quebec e Federação da Valônia-Bruxelas, a TV5MONDE está simultanêamente conectada com as TVs parceiras, cujos programas são vistos pelo mundo inteiro.

A TV5 MONDE é formada por vozes francesas de vários países. Vozes canadenses, francesas, belgas e suiças. Sendo assim, uma grande maneira de unir em um único lugar todos os francófonos. Sua particularidade é espalhar e pluralizar obras em francês, seja elas francesas, canadenses, belgas ou do continente africano, não importa. O importante é espalhá-las por todo lugar do mundo, apoiando as produções e coproduções originais.

TV5 MONDE é o operador oficial da Organização Internacional da Francofonia (OIF), que é uma organização internacional que congrega países em que a língua francesa é oficial ou tem um status privilegiado. Atualmente a organização tem 57 Estados que são membros e 20 países observadores.

A plataforma da TV5 MONDE disponibiliza, um espaço educativo para o aprendizado da língua francesa, eles disponibilizam uma variedade de vídeos curtos que ajudam a melhorar a pronuncia e a entonação das palavras. Os vídeos são dinâmicos e engraçados, e é possível fazer a busca por nível de conhecimento. Uma plataforma totalmente completa.
Nessa plataforma, existe um espaço totalmente exclusivo para atividades de aprendizado do iniciante ao intermediário com todo o conteúdo voltado para o Quebec. Todas as atividades estão relacionadas ao dia-a-dia no Quebec, seus pontos turísticos, atrativos esportivos e culturais.

Apresentando também, o serviço de treinamento para quem vai prestar a prova do TCF. No seu site, é possível testar o seu nível de francês, fazer exercícios do nível da sua fluência e fazer uma simulação da prova de proficiência. A simulação contém 80 questões que devem ser respondidas em 1h30.

Canal no Youtube

A maior parte do conteúdo é retirada de canais de países que falam francês, além de notícias internacionais, a TV5 MONDE tem na sua grade de entretenimento uma variedade de séries, para o público infantil até adulto. Além de estar na plataforma do YouTube e com app exclusivo.

Uma curiosidade é que o número 5 no nome do canal é a contagem das redes que fundaram o canal: TF1 é um canal privado francês, sendo o primeiro canal em audiência na França e no continente Europeu, Antenne 2 é o principal canal de televisão público francês e o segundo mais visto na França, FR3  é o terceiro maior canal de televisão público e que faz parte do grupo France Télévisions, RTBF é uma organização que presta serviços de rádio e televisão à Comunidade Francófona da Bélgica, na Valônia e em Bruxelas, e TSR é a televisão suíça romanda.

TV5 Québec

Em 1988, A TV5 Québec faz a sua primeira transmissão, feita diretamente de Montreal para todo o Canadá.

A TV5 Québec oferece canais especializados em todo o Canadá que ajudam a promover diversidade cultural, social e linguística da Francofonia de Quebec. TV5 juntamente com a Unis TV fazem parte do serviço de televisão digital para empresas em todo o Canadá.

A Unis TV evidencia a pluralidade da diversidade da Francofonia canadense. Com programas gravados e produzidos em todo o país, o canal oferece programação geral e divertida. Fundamenta sobretudo nas realizações e aspirações das comunidades francófonas em todo o Canadá.

A Unis TV cria e, promove a produção de conteúdo original, oferece filmes, documentários, séries originais, entre outros conteúdos de qualidade, buscando cada vez mais a criação de laços com o seu público.

Nosso diretor Geral, Serge Boire, participou da primeira temporada do programa Seuls Ensemble, no episódio 14 da emissora.

Fizemos a transcrição da entrevista traduzida para o português.

Pierre Yves: Olá a todos, então eu estou saindo do meu porão para ir ao Brasil, onde está o Serge.
Serge, No Brasil, você vive aonde, que tipo de habitação?

Serge: Eu moro em um bairro de artistas, no centro histórico do Rio de Janeiro, bairro chamado Lapa, um dos bairros mais antigos. Eu vivo com meu marido em uma pequena casa de 70m2, dois quartos, que fica no início da montanha de Santa Teresa.

Pierre Yves: Serge não é um nome que pareça ser brasileiro, de onde  você é, e por qual motivo ou razão você foi morar no Brasil?

Serge: Bem, eu nasci em Montreal. Fui criado em Napierville, na costa sul de Montreal, muito perto da fronteira americana, na verdade. E sou jornalista freelance há anos. Agora, ensino francês e sou dono da escola École Québec. Ensino francês para brasileiros que querem emigrar para o Quebec, e sou casado com um brasileiro.

Pierre Yves: No momento, é óbvio que você está vivendo em um dos lugares mais quentes do planeta no momento. E está claro que a pandemia mudou radicalmente a maneira como as coisas funcionam em suas cidades. Serge, o Brasil acaba de ganhar uma posição que não é viável se olharmos para a lista de países que sofreram pelo vírus. No dia a dia, como é vivida a pandemia em seu país?

Serge: Aqui, Pierre-Yves, não está indo muito bem, de jeito nenhum. Acredita-se que excederemos o número de infecções, o número de mortes atingidos pelos Estados Unidos. Então, estamos falando de 120.000 mortos aqui. Por que não está indo bem? Porque o presidente brasileiro não acredita que valha a pena cuidar da saúde das pessoas. Ele está mais preocupado com a economia. Então, aqui no Brasil, temos 27 governadores estaduais que recebem a mensagem da OMS e dizem às pessoas que devemos permanecer isolados, mas apenas 50% da população respeita essas indicações. O que significa que o Covid se espalha em alta velocidade. Aqui, estamos falando de 25.000 pessoas por dia infectadas e de 1200 a 1300 pessoas que morrem pelo Covid a cada 24 horas. Então, ainda não chegamos ao topo do famoso pico, sobre o qual falamos, que começamos na segunda-feira, aqui, no Rio e em São Paulo, medidas de desconfinamento. E é por isso que eu diria a você que não sei para onde estamos indo. Eu fico em casa. Estou muito mais ocupado do que estava. Eu administro duas escolas de francês. Tivemos que mudar nossos cursos presenciais para online. Eu trabalho sete dias por semana e não paro, mas pelo menos fico em casa.

Pierre Yves: Serge, só no Rio, à 1,5 milhão de pessoas que moram nas favelas. Imagino que seja praticamente impossível respeitar as regras do distanciamento social nesse contexto. A situação das favelas, fica como?

Serge: É uma realidade brasileira que não é justa no Rio de Janeiro, e que está em todo o país e que terá ainda mais impacto nas próximas semanas, porque as medidas de contenção nos bairros são difíceis.

Pierre Yves: Então, claramente a atitude do presidente, que é negligente com a situação, em oposição aos governadores que estão tentando impor medidas de distanciamento, que deve dividir a população.

Serge: Sim, absolutamente, e eu vou lhe dar um exemplo, Pierre Yves. Ontem eu tive uma vizinha, que é minha mãe brasileira.
Nós cuidamos um do outro e ela sabe muito bem que não pode sair de casa. Mas desde que ela perdeu o emprego por causa do Covid, ela começou a alugar quartos. Ontem, tive uma discussão difícil com um dos hóspedes que saiu para a rua sem máscara. Eu diria a você que existem cerca de 20, 30% das pessoas que não usam a máscara e olham para você como se você fosse um extraterrestre. Tenho a impressão de que, em algumas semanas, estaremos em uma situação bastante triste e bastante dramática aqui no Brasil. Onde sinceramente acho que teremos ultrapassado os Estados Unidos porque, precisamente, temos um presidente que acredita que devemos primeiro salvar a economia e depois salvar a vida humana.

Pierre-Yves: Os estados unidos acumula uma certa frustação nesse momento, em relação a pandemia, e a injustiça racial. (Esse assunto foi questionado, porque a Rosella, também convidada para participar desse episódio do programa, mora em Nova York. Onde ela foi questionada sobre como a população estava lidando com a pandemia juntamente com os protestos ”Black Lives Matter”, desencadeados depois da morte brutal do americano George Floyd.)

Serge: Eu concordo, acho realmente triste que isso ainda aconteça e estou feliz por haver manifestações em grande escala. O que me entristece e me ofende como indivíduo é que essas situações acontecem centenas de vezes por dia no Brasil. Mas quando se trata da América Latina, vocês acham que é normal. Mas uma vida negra brasileira e uma vida negra americana, na minha opinião, têm o mesmo valor.

Serge: Estou muito feliz em ver o que está acontecendo, mas o que há de errado comigo aqui é que estamos abrindo o Jornal nacional brasileiro com protestos negros nos Estados Unidos, de um homem negro morto pela polícia, enquanto isso acontece centenas de vezes por dia em todo o país, em um país de 208 milhões de habitantes. Isso me choca.

Pierre-Yves: Bem, eu entendo você.
E, de fato, é extremamente chocante. Estou lhe fazendo uma pergunta difícil. Responda-me com seu coração. Eu, pelo que ouvi de suas histórias e pelo que ouvi nas notícias sobre o Brasil e os Estados Unidos, me parece bastante instável hoje em dia. Você às vezes pensa que está no lugar errado?

Serge: Não, não, acho que nós dois conhecemos amor. Eu, pensei algumas vezes em voltar ao Quebec, mas diria a você, Pierre-Yves, que encontrei aqui, coisas, no nível dos valores dos brasileiros, que estão mais em harmonia comigo. Aqui, pobres ou ricos, aproveitamos cada dia porque não sabemos se amanhã ainda estaremos vivos. E isso, é o que eu busco mais.

Pierre-Yves: De fato, o que você está me contando, afinal, é que quando alguém encontra o seu lugar, a sua casa, não importa os momentos difíceis, se encontra a vontade, a energia para não desistir

Serge: Cada pessoa tem uma escala de valores.
Este não é o país perfeito, mas, ao mesmo tempo, se eu resumir bem, se fizermos nossa lista de pontos positivos e negativos, há muito mais pontos positivos do que negativos.

Pierre-Yves: De qualquer forma, Rosella em Nova York e Serge no Brasil, primeiramente, prazer em conhecê-los, o depoimento de vocês me tranquilizou. Isso me diz que, independentemente das dificuldades que enfrentamos, quando temos esperança e quando temos um profundo amor pelos seres humanos, isso nos dá asas e, em seguida, nos dá a força para enfrentar, qualquer que sejam as provações. Parece que estou um pouco emocionado, porque, seus testemunhos estão cheios de emoções, depois de sete semanas desde que, do meu porão, eu comecei a viajar pelo mundo. Faço novos amigos, ouço, descubro sabores, cidades, países, atmosferas. Então, terminar com vocês, nos dois lugares mais quentes do planeta, mas com pessoas extremamente calorosas. Então, eu quero agradecer, quero dizer obrigado.

Pierre-Yves: Mas quero enviar uma grande saudação a todos aqueles que se juntaram a nós nas últimas sete semanas. Existem bilhões de espectadores que têm nos seguido sozinhos nas diferentes plataformas da Tv5, foi realmente um momento muito bom, muito obrigado.

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Case de sucesso: experiência de vida no Québec, por Luciano Eiken

Postado por:adminem:07/08/2019

Poucas pessoas poderão contar um testemunho igual ao do Luciano Eiken Senaha.

De 2014 a 2016, Luciano foi aluno da École Québec. Todos os professores da ÉQ lhe diziam que era um aluno dedicado e motivado, empolgado em descobrir todos os ângulos da língua francesa.

Em dezembro de 2015, fez o TFI conosco e conseguiu o nível B2, nível exigido para ser aceito num Cégep no curso de tecnólogo de enfermagem (DEC en soins infirmiers). Ele já era formado no Brasil; já tinha até mestrado.

Com o resultado do TFI, aplicou no Collège de Shawinigan e ao receber a carta de aceite do Cégep, aplicou para a bolsa de isenção dos custos para estudantes estrangeiros que lhe foi concedida (bourse d’exemption des frais majorés des droits de scolarité pour étudiants étrangers).

No início, Luciano acreditava que tinha escolhido o Collège de Shawinigan para viver uma experiência acadêmica no Québec, mas logo descobriu que o Cégep também estava procurando estudantes igual a ele : proativos e dedicados. A ida do Luciano para o Cégep de Shawinigan, sem dúvida, ia ser uma experiência enriquecedora para todos: estudantes, professores e equipe da administração.

Em agosto de 2016, começou o curso. Com certeza, estudar literatura e filosofia com francófonos foi um desafio no início, mas ele conseguiu se integrar à comunidade do collège e à sociedade quebequense no geral. Teve muita ajuda dos colegas. Shawinigan é uma cidade pequena, mas o apoio foi grande.
Hoje, o Luciano trabalha como enfermeiro em um hospital de Montréal e espera a residência permanente.

Parabéns Luciano! A École Québec tem muito orgulho de ter tido um aluno como você!

* Foto de divulgação do site

Parabéns para o Collège de Shawinigan por proporcionar experiências enriquecedoras!

E parabéns ao Québec por receber um novo Québécois tão esforçado!

Veja aqui o testemunho do Luciano no site do Collège de Shawinigan.

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O último que sair fecha a porta – 10 anos depois

Postado por:École Québecem:09/04/2019

10 anos atrás, nossa fundadora apresentou aos diretores de um documentário a ser divulgado na TV Cultura, alguns alunos que estavam se preparando para a famosa entrevista de imigração que existia na época. Ainda não assistiu? Veja o que acontece com os participantes do documentário um pouco mais de 10 anos depois!

Paulo e Janete

Janete e Paulo estudaram na ÉQ em 2008 com o objetivo de imigrar pelo Programa de Trabalhadores Qualificados e deu tudo muito certo. Agora, a família está completa. Veja as  respostas às nossas perguntas.

Hoje, vocês estão como profissionalmente? E a família?

Bem. Eu trabalho na minha área de formação, que é a informática. Sou o que eles chamam de analista de serviços para clientes de informática, na Hydro-Québec. Estou nesta empresa desde que cheguei em Québec. Minha esposa trabalhou por várias empresas por aqui. Atualmente ela é agente de traitement CNSST, trabalhando para o Centre de Services Partagés do governo do Québec, no setor de digitalização de formulários.

Conte um pouco de como foi a integração de cada um!

Acredito que os três primeiros meses são cruciais. Ajudou o fato de já termos vindo antes da imigração definitiva (um ano antes, duas semanas para estudar francês). A maneira de como os quebequenses trabalham é um pouco diferente. Acredito que requer menos flexibilidade, mas as tarefas são mais bem definidas e trabalho é o que não falta.

E seus filhos? Eles falam que língua? Já vieram para o Brasil? Preferem qual país?

O bebê ainda não fala direito, mas a mais velha fala as duas línguas. O francês dela é melhor, mas fazemos muito esforço para que ela guarde a língua dos pais também.
Os dois já visitaram o Brasil, acredito que Sophie prefira mais o Canadá. Talvez por estar mais habituada e é bem verdade que os amigos dela moram no Canadá. O Brasil fica destinado apenas para rever a família.

Quais são os seus 5 principais conselhos para quem está se preparando a ir?

1 – Se não gosta de falar francês, nem tente o processo.
2 – Procure morar perto dos meios de transportes públicos no começo, mesmo que você compre um carro, você deverá revalidar sua carteira de motorista e morar perto do transporte público pode ser muito útil. Ninguém gosta de esperar o ônibus passar no inverno. Acredite.
3 – Não tente fazer do Québec, um Brasil em miniatura. Quanto mais você tiver resistência à se adaptar, pior será. Ser imigrante é ter dois países. Tenha em mente que cada um tem seu lado positivo e negativo. Evite comparar o Brasil com o Québec ou Canadá toda hora. Não é agradável pra ninguém ficar ouvindo esse tipo de coisa.
4 – Aqui, a chance de ninguém conhecer sua faculdade ou as empresas nas quais você trabalhou é grande. Não tenha medo de ter um cargo de trabalho inferior ao que você tinha no Brasil. Lembre-se, é um recomeço.
5 – Integre-se, procure se informar dos assuntos rotineiros, fale sobre o tempo, se faz frio, se faz calor, é assim que se começa uma conversa.

Jenniffer

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Jenniffer deve ser a brasileira mais famosa do Québec desde que fechou aquela porta. Quantas vezes tivemos o prazer de confirmar aos curiosos que a Jenniffer tinha conseguido o CSQ naquela famosa entrevista.

Como conseguiu imigrar e como foi sua experiência na ÉQ?

O programa de imigração que utilizei foi pela província de Québec. Estudei na École Québec em 2008, se eu não me engano, e amei! Foi como um ” portal ” para o Québec pra mim. Moro em Montreal há 7 anos.

Como está a vida profissional?

No Brasil, trabalhava no Sindicato dos Comerciários como secretária. Chegando aqui noQuébec, fiz curso de enfermagem e hoje trabalho na área. Estou muito bem. Tenho uma certa estabilidade no trabalho, flexibilidade de horários, coisa que gosto muito, e ganho um salário que me permite ter um conforto.

E a vida pessoal?

Pessoalmente também estou muito bem! Estou muito feliz com a decisão que tomei. Não me arrependo. Vir para o Canadá me possibilitou outras oportunidades que não sei se conseguiria no Brasil. Talvez conseguisse sim, pois tudo é possível, mas acredito que seria de forma mais penosa.

Não tive problemas de interação, talvez porque vim com a cabeça muito “aberta “, e tinha muita vontade de interagir com as pessoas daqui. Acho que o aspecto mais difícil da imigração pra mim foi realmente o idioma. Por mais que você seja legal, simpático e tenha boa vontade, falar o idioma é fundamental. Te abre portas. Você se comunica bem e assim ganha respeito e credibilidade das pessoas.

O que mais me agradou nesses últimos anos foi que aprendi a ser mais positiva, muito mais tolerante e menos preconceituosa em relação a tudo, até questões internas. É enriquecedor ver que aqui no Canadá é possível ter uma vida com mais “dignidade” sem necessariamente ganhar rios de dinheiro.

Quais seriam os seus 5 principais conselhos?

1. Estude o idioma. Quanto melhor falar, mais terá oportunidades interessantes.

2. Faça pesquisa sobre o local escolhido para morar de uma forma geral para não ter surpresas desagradáveis.

3. Tenha certeza de que o frio não será um grande problema para você e sua família! Já vi vários colegas que voltaram para o Brasil por não aguentar as temperaturas frias e não os julgo.

4. Não tenha medo de arriscar! Se a vontade de imigrar for do coração, a experiência será sempre única e valiosa mesmo que o projeto de imigração não dê certo.

5 – Tolerância é uma palavra chave para quem quer imigrar. É importante lembrar que aqui NÃO é o Brasil. A cultura é diferente; as pessoas pensam e se comportam de maneira diferente. Quanto mais temos isso em mente, mais fácil é o processo de integração. Não preciso explicar que isso não significa aceitar sofrer preconceito ou que tenha que abdicar de sua cultura.

Não tenho 5 razões para incentivar alguém a imigrar , mas apenas 1 razão! Para imigrar é necessário QUERER imigrar! É uma única razão válida ao meu ver! Já vi muitas pessoas que imigraram sem necessariamente “querer”, mas por outros motivos. Por causa disso, chegaram aqui e se decepcionaram profundamente. Tem que ser uma vontade do coração e não a vontade do ego! De uma forma geral, desejo muito sucesso a todos que pensam fielmente em imigrar! Quem sabe um dia eu não escrevo um livro?

Escreva, sim, Jenniffer!

Sobre o diretor

Alessandro Sócrates que apresentou o projeto do “último que sair fecha a porta” também está no Québec hoje. Ele mora em Montréal e acabou de lançar o filme “L’Amour à la Plage”. Voyez la bande-annonce!

Conte um pouco sobre sua experiência no Québec!

Cheguei em Montreal em 2010, dois anos após as filmagens do documentário O último que sair fecha a porta. Oito anos depois, cidadão canadense há um ano e meio, posso dizer que estou finalmente começando a me sentir em casa. A inserção no mercado de trabalho foi difícil e lenta, os primeiros anos foram passados entre o Brasil e o Canadá, mas os frutos de todo esse esforço já começaram a aparecer. Este ano estreou meu primeiro longa-metragem documentário realizado no Quebec e eu aprecio cada vez mais o estilo de vida que Montreal me proporciona.

Sobre a professora Catherine

Após 13 anos no Brasil, Catherine está de volta ao Québec com a família brasileira.

O que aconteceu nesses 13 anos no Brasil?

Logo após a filmagem, fiquei um tempo no Rio para abrir uma filial da École Québec que acabou de fazer 10 anos. Me realizei muito profissionalmente com a ÉQ. Nunca imaginei ficar tanto tempo numa única empresa. Os alunos da École Québec são, sem dúvida, os melhores seres humanos que se pode imaginar: corajosos, esforçados, interessados no idioma e na cultura do Québec. Muitos deles me ajudaram tanto para o acontecimento da ÉQ quanto pessoalmente. Lembro que quando decidi ficar no Brasil e abrir a escola, tinha muitas inseguranças. Tudo era tão complicado. Mas minha vontade de fazer aquilo: ensinar francês, empreender, ajudar as pessoas a realizarem um sonho, me proporcionou coragem para arriscar e fui recompensada além das minhas expectativas.

Depois de 5 anos no Brasil, consegui realizar o grande sonho de me apaixonar por um brasileiro. Sempre brinco com os solteiros que querem se estabelecer no Québec que demorei 5 anos para entender a cultura brasileira suficiente para ter um relacionamento sério. Relacionamentos interculturais tem seus desafios, mas são muito enriquecedores e sexy 😉

Meu cônjuge tem uma filha de 17 anos e temos um menino de 5. Enfim, posso dizer que tenho uma família brasileira. Os idiomas se misturam na hora do jantar e todos sabem como aproveitar o melhor de cada cultura que conhecemos. É isso que eu buscava quando fui entrevistada para o documentário.

O que te deu vontade de voltar para o Québec?

Depois do documentário sair, todo mundo queria me explicar os motivos pelos quais os brasileiros querem imigrar para o Québec. No filme, eu dava a impressão que não entendia os motivos dos meus alunos. Na realidade, o que quis dizer é que não vivenciei as dificuldades pelas quais eles passaram. Enfim, com um filho de 4 anos, um cônjuge muito insatisfeito com o mercado de trabalho brasileiro e umas injustiças vivenciadas, resolvemos aproveitar que o Québec está num momento econômico muito bom para arrumar as malas.

Como está sendo a volta?

Acabamos de chegar então ainda está difícil dizer se nos adaptaremos. Já posso afirmar que não é fácil. Sou do Québec e enfrento dificuldades então imagino que deve ser o mesmo ou pior para os nossos alunos. Os funcionários da imigração são muito antipáticos. Achava os alunos um pouco desesperados na espera do visto até eu estar na mesma situação.

Profissionalmente, acho as oportunidades daqui mais atraentes e principalmente mais estáveis. O trabalhador québécois consegue impor seus limites. Meu objetivo profissional agora é encher o mercado de trabalho québécois de brasileiros para compensar a falta de mão de obra daqui. Estou convencida que o Québec tem muito a ganhar recebendo brasileiros e oferecendo a eles um espaço no mercado.

Assista aqui!

 

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Empreendedora brasileira em Québec

Postado por:École Québecem:31/01/2018

Susana Ie é ex-aluna da unidade São Paulo da École Québec. Estudou francês conosco em 2008. Como ela tem uma empresa aberta na cidade de Québec há alguns anos, ficamos curiosos para saber como está sendo essa experiência e enchemos ela de perguntas.

Conta um pouco da sua vida no Brasil e da sua história de imigração.

Nasci e fui criada em São Paulo, na zona norte. Sou descendente de imigrantes japoneses originários da província de Okinawa. Fui feirante a minha vida toda no Brasil. Vendia pastéis nas feiras livres de São Paulo; cada dia ia trabalhar em um bairro diferente seja na Vila Guilherme, Vila Maria, Bom Retiro, Parada Inglesa ou no centro .
Sou a quarta filha de 4 filhos e nos criaram todos debaixo da banca de pastel. Trabalhávamos bastante. Éramos nós mesmos que fazíamos desde a massa até o recheio do pastel. Montávamos o pastel durante a madrugada e depois pela manhã íamos vender na feira. Tive uma infância dura e trabalhei muito, muito e muito! Meus irmãos saíram de casa e eu, como caçula, fiquei com a obrigação de cuidar dos meus pais. Não pude ir ao Japão, nem trabalhar fora de casa em escritório ou qualquer outro lugar. Levei a banca de pastel nas costas e cuidei dos meus pais que já eram idosos. Olhando para traz, posso afirmar que foi muito bom para eu crescer como pessoa e amolecer meu coração para a vida. Minha vontade de morar fora aumentou ao ver todos viajando e passeando quando eu tinha que ficar em casa fazendo massa de pastel e cuidando de tudo. Tanto que meu pai, antes de falecer, dizia que eu seria sua sucessora, que era uma menina guerreira que não conhecia a palavra preguiça. A banca continua no meu nome. É uma prima minha que cuida e deixo o lucro para a minha mãe.
Vim para Ville de Québec com meu marido no programa de trabalhador qualificado. Estudei 100 horas de francês na École Québec. Na época, minha filha mais velha tinha 2 anos e me arrastava para as aulas. Como acordava muito cedo e trabalhava muito, tinha que deixar minha filha com a minha mãe durante as aulas. Já exausta, não conseguia estudar muito. O francês veio quando já estava aqui, conversando na rua com as pessoas. Meu marido foi mais ousado. Chegou tirando sua carta de motorista. Hoje, ele tem  até a carta para dirigir moto que é bem difícil de conseguir aqui. Ele é analista de sistemas da área de TI e trabalha na Prefeitura da cidade de Québec.

No início, ele trabalhou no restaurante Cosmos até passar no concurso da prefeitura. Quando ele passou, fui trabalhar no lugar dele. Foi quando surgiu a ideia de abrir Cuisine du Brésil. Muitos brasileiros trabalham no Cosmos e eles me pediam para vender salgados dos quais sentiam saudade. Depois, até os vizinhos começaram a demonstrar interesse em comprar e o volume de vendas aumentou.

Os meus primeiros clientes foram a minha maior força de marketing. Eles elogiavam muito e de boca a boca fui vendendo e criando a minha boa moral de gostosuras, eficiência e bom atendimento.

E sobre a sua empresa, quais são os produtos ou serviços que você oferece? Em qual cidade você está? Tem funcionários? É sua principal fonte de renda? Como fazem os nossos leitores para entrar em contato e fazer um pedido?

Cuisine du Brésil foi oficialmente aberta em Dezembro de 2013 com o site de vendas online feita pelo meu marido que além de cuidar do site faz as entregas depois que ele chega da Prefeitura.  Esforçado, ele ainda entra em contato com os fornecedores de produtos brasileiros que também vendemos na loja online traduzida em inglês, francês e português.

Pasmem, não temos nenhum funcionário. Eu cozinho tudo sozinha, temos quatro filhos sendo que os dois últimos são gêmeos de um ano e quatro meses! Recebo clientes todos os dias, até de fim de semana. Abro meu jeitinho brasileiro para quem não consegue vir no horário comercial pois além das entregas temos a opção de retirada no local. Em casa, recebo todos os clientes com bolo, café, chá, etc.

Depois de quanto tempo no Québec, você conseguiu abrir a empresa?

Cheguei em Abril de 2010. Não pude trabalhar assim que cheguei pois estava com a minha filha de 2 anos e sem vaga na garderie (creche). Quando o Jeison passou na Prefeitura, parece que as coisas foram melhorando e até a vaga da garderie saiu. Em Novembro, comecei a trabalhar no restaurante e logo depois, engravidei da minha segunda filha. Como aqui não se pode trabalhar grávida em vários lugares como restaurantes, escolas e hospitais, fui afastada. Mesmo afastada, recebia um salário. Aqui, as crianças são o chuchu. Tem muitos incentivos para facilitar a vida familiar. Neste afastamento, como não podia trabalhar fora, acabei fazendo salgados para vender como autônoma. Ainda não tinha intenção de abrir uma empresa. Só decidi abrir a Cuisine mais tarde quando percebi que me separar das minhas filhas para ir trabalhar era muito difícil. Minha primeira filha, por exemplo, chorava dizendo que a gente só ia buscá-la a noite (aqui, escurece muito cedo no inverno).

Logo, quis fazer certinho; tudo legalizado. Consegui todas a informações nos sites do governo. No site do Ministério da Agricultura, Pescarias e Alimentação do Québec (MAPAQ), vi que era obrigatório fazer um curso de higiene, alimentação e manipulação de alimentos. Preenchi toda a papelada, paguei as taxas, fiz o curso e meu marido marcou o rendez-vous no MAPAQ. Só ia conseguir a licença quando aprovassem o local. Parece muito, mas é bem mais tranquilo que no Brasil onde é um parto. Aqui, as coisas realmente funcionam.

Pelo seu conhecimento, é mais fácil abrir no Brasil ou no Québec? Quais foram as maiores dificuldades e melhores facilidades?

No Brasil, o que eu via de facilidade, por exemplo no comércio, era que sempre conseguíamos vender todos os pastéis. Na minha época, na feira, não tinha horário certo como é hoje em dia. Às vezes, dava quase 4 da tarde e ainda estava esperando alguns últimos fregueses! Aqui, sinto falta desta esticada de horário já que tudo fecha mais cedo. Se acabam as embalagens no final de semana, por exemplo, só vou conseguir comprar mais na segunda seguinte. Muitas lojas não abrem de fim de semana. Tem que se programar melhor aqui.

Existe ajuda para montar o plano de negócios ou para conseguir um investimento inicial? Você usou algum serviço assim?

Sim, existe muita ajuda do governo para os iniciantes do comércio, coisa que admiro muito do Québec. Outra coisa que admiro é que mesmo com mais de 40 anos de idade, você ainda tem a possibilidade de mudar de área, sem problemas. Acho isso fantástico. Ainda mais para mim que trabalhei somente na área de alimentos. Às vezes, dá vontade de mudar de área. Mas todas vez, é a mesma coisa, quando penso em trocar, aparecem 4 ou 6 pedidos por dia e acabo brincando de comidinha.

Sobre imposto de renda? É complicado? É muito alto? Consegue comparar com o Brasil?

Aqui, os impostos são bem mais tranquilos de entender. No Brasil, é mais demorado, mais complicado. Aí, estou com pendências que até hoje não consegui resolver. Já fui correndo ao Brasil, aliás voando. Estou para receber restituição de 2011 ainda.

É fácil encontrar as informações necessárias sobre licenças de funcionamento, impostos, leis, etc.?

Sobre licença de funcionamento e impostos, é bem fácil aqui. É sempre chato preencher papelada, mas tendo a informação certa bem explicada nos sites do governo, tudo fica mais agradável.

E o futuro? Você tem alguns projetos novos ou planos de crescimento?

Recebi um e-mail alguns meses atrás de uma chance de abrir um Food Truck, mas sempre digo e repito que o meu trabalho não tem nenhuma ambição de aumentar ou ir para um lugar físico. O intuito da Cuisine não é enriquecer. É somente para eu conseguir trabalhar em casa e perto dos meus 4 filhos.

Já forneço as minhas massas de pastel para uma lanchonete nova que abriu em setembro aqui em Québec. Ainda, estou curtindo ser mãe de gêmeos, o que já me ocupa boa parte do tempo. Quero ter tempo para continuar sendo uma mãe carinhosa com meus 4 filhos e uma esposa dedicada.
Também tenho interesse em fazer mais cursos em outras áreas ou talvez na parte de doces, ou pães.

E pessoalmente, como você está? Quais aspectos da sua vida te confirmam que imigrar foi uma boa decisão para você e sua família? Quais são os aspectos mais difíceis ou o que você mais sente falta da sua vida no Brasil?

Na parte pessoal tudo só melhorou. Graças à Deus tenho mais liberdade, mais confiança em mim mesma. O Jeison também está ótimo. Estando longe, a família não te cobra tanto e não te dá tantos pitacos. Outro aspecto que gosto daqui é não ter que se preocupar com status e beleza, coisa que no Brasil me incomodava. Aqui, vejo que as pessoas são como eu. Vivem a sua própria vida e não se importam com os outros, acho magnífico!
O que sinto falta apesar de cozinhar boa parte da culinária brasileira é de comer pastel todos os dias. Aqui, só como quando tenho encomendas ou quando vem visitas. Nas encomendas acaba que não sobra, mas nas visitas, ai sim eu aproveito (risos).
Da família, eu sinto falta das festas que juntavam todos e tudo era curtido. Agora, as obrigações de ter que ir ou fazer por conta de ser família achava exaustivo. Tenho muitas saudades de estar perto da minha mãe, dos meus irmãos e sobrinhos. Sinto falta até do tacho quentíssimo de óleo fritando pastel ao som das músicas dos anos 80. Aqui também faço massa com música mas é um frio de “lascar”.

Para terminar, quais são suas principais dicas para imigrantes ou futuros imigrantes que querem empreender no Québec?

Minhas dicas para quem quer vir e empreender é que não se iludam achando que vão ganhar rios de dinheiro, não vão. Pelo menos aqui no Québec os impostos são bem altos, bem caro o custo de vida mas retorna tudo em educação, saúde e tal. Eu jamais conseguiria ter a qualidade de vida que tenho aqui, no Brasil, ainda mais com 4 filhos. Aqui como empreendedora autônoma, dá o meu horário, fechamos as portas, ou então se eu quero ficar 3 meses ou mais sem trabalhar eu só anuncio na página e no site que pararei nas datas seguintes e pronto. Agora se fosse loja física teria que seguir e cumprir com os horários de funcionamento do comércio.

Site para compras em 3 idiomas : cuisinedubresil.com ( português)
Informação Cuisine: info@cuisinedubresil.com
Telefone contato: 418 914 9488

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Testemunho do Eduardo – missão 2017

Postado por:École Québecem:20/10/2017
Eduardo é engenheiro da computação e estuda na École Québec de São Paulo. Em julho, ele se candidatou a 6 vagas diferentes divulgadas no site da missão de recrutamento Québec en Tête. Ele teve uma primeira entrevista de 5 minutos com todas. Nesta primeira entrevista, fizeram algumas perguntas sobre assuntos pessoais como: por que quer imigrar, há quanto tempo pesquisa sobre o assunto, se é casado e se tem filhos. Duas dessas empresas marcaram uma segunda entrevista que durou cerca de uma hora em qual misturaram perguntas sobre vida pessoal e conhecimentos técnicos. No final, teve também um teste técnico.
Foi depois de assistir uma palestra sobre imigração que ele começou a estudar na École Québec um ano atrás. Antes de se candidatar, ele marcou algumas aulas particulares para montar e revisar o currículo e uma carta de apresentação em francês.
Antes de ser chamado para uma entrevista, ele recebeu um convite para participar da prova Québec en Tête, realizada pela École Québec. Ele obteve o nível B2 na compreensão oral e B1 na expressão oral.
Sobre a entrevista, o Eduardo considera que a maior parte das perguntas foram parecidas com as entrevistas do Brasil só que tudo em francês. Disse que os entrevistadores foram extremamente pontuais.
Perguntamos ao Eduardo quais foram os principais fatores para ele conseguir a vaga. Ele acredita que foi principalmente pelo fato que a empresa que contratou ele tem projetos e clientes (governo e instituições bancárias) muito parecidos com os que ele trabalha e trabalhou aqui no Brasil. As ferramentas e tecnologias usadas são iguais. Também, ele foi bem no teste técnico e o francês fluiu durante a entrevista.
Apesar do salário não ser o único fator decisório ao aceitar uma vaga, principalmente quando se trata de uma imigração, pedimos ao Eduardo comparar o seu salário no Brasil com o futuro salário no Canadá e realmente, ele vai acabar ganhando um pouco menos lá. Foram a carga horária menor (35 horas semanais), a qualidade de vida, a segurança e a possibilidade de descobrir uma nova cultura que convenceram ele a aceitar.
E o Eduardo tem mais um conselho para vocês que querem se candidatar para vagas de emprego no Canadá francófono: treine bastante a écoute (rádio de notícias da França e do Canadáe assista a filmes com áudio em francês. Em sala de aula, participe bastante dos exercícios de expressão oral.
Muito obrigado Eduardo por nos oferecer o seu depoimento! Te desejamos muito sucesso no seu projeto Québec.

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O que nos atraiu na École Québec?

Postado por:École Québecem:05/03/2013

Brunna e Rafael:

Um casal de alunos (e amigos) nossos, Brunna e Rafael, já estiveram na França antes de conhecer a École Québec, mas quando voltaram perceberam a necessidade de conhecer a língua principalmente para retornar as suas viagens. Agora, mais animados, eles planejam visitar Paris em agosto e dizem que o que mais os atraiu inicialmente no curso foi a sua rápida duração e como os alunos conseguem se comunicar facilmente com apenas 1 ano de curso, enquanto em outras escolas o curso pode durar mais de 5 anos devido às lições repetitivas. Depois de entrar no curso, o casal ficou especialmente atraído pela ¨jovialidade¨ do curso, pois as aulas não seguem fórmulas rígidas, mas se adaptam à necessidade deles. O ambiente de confraternização e amizade da École Québec fez com que eles se sentissem bem vindos e fizessem parte de uma turma muito dinâmica, jovem, aventureira e cheia de sonhos para suas vidas, o Québec e o Brasil.

Ricardo:

Em conversa com nosso aluno Ricardo, o que mais o atraiu no curso são as experiências com as pessoas. Ele é uma pessoa extremamente viajada e queria ficar fluente em outra língua além do inglês; já havia feito alguns meses de francês em outro curso reconhecido, mas que não o atraiu devido sua forma fechada e suas regras rígidas. Na École Québec, Ricardo valoriza muito o contato com pessoas de outros países e diz lucrar com a forte troca cultural. Ele avalia que o curso prepara bem o aluno e suas 2h:30 de aula passam com velocidade. Ricardo já adquiriu fluência em menos de 1 ano de aula devido a forte enfase na fala. Para ele, poder pegar filmes e livros emprestados na École é outra grande vantagem e também parabeniza a boa base dos professores, que segundo ele, possuem muita firmeza em sala de aula sobre a língua. Essa experiência de sair do cotidiano, de sair da rotina casa-trabalho e encontrar educaçao, fazer uma reciclagem e adquirir crescimento pessoal é o que ele procurava e encontrou na École.

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Paulo e Janete (do documentário: o último que sair fecha a porta)

Postado por:École Québecem:20/07/2010
Nossa entrevista foi com a Soraia Tandel, no dia 28 de novembro de 2008. Nós estávamos bastante nervosos já fazia bem uns 15 dias, mas o dia D é algo especial. Chegamos meia hora antes. Nossa entrevista estava marcada para 15h00.
Quando chegamos fomos anunciados e subimos. Ao entrarmos, ficamos aguardando sermos chamados. A espera é dura e já estávamos bastantes nervosos.
Logo quando entramos, a Soraia nos pediu para sentarmos e começou a entrevista por mim (Paulo), acho que devido a eu ser o requerente principal, me pediu os passaportes e em seguida os diplomas e quanto tempo estudamos francês e para nossa surpresa ela nos disse que a École Québec é ótima e traz muitos alunos preparados e seguros do que estao falando e com objetivos concretos.
Ela perguntou sobre as áreas que trabalhei e sobre os meus cursos (técnico e superior).
Depois, ela me perguntou quais as áreas que eu pretendia trabalhar no Québec e o que eu conhecia do Québec, se já tínhamos visitado a Província, se tínhamos conhecidos ou até mesmo família no Québec e quais as razões que nos fizeram decidir imigrar. Eu disse que eu e a Janete já havíamos visitado o Québec e inclusive estudado francês e ela nos disse que isso foi muito importante, tanto por ter conhecido o lugar onde iriamos morar, como ter aprendido um pouco do sotaque e da cultura do Québec.
Ela também sugeriu que Montréal seria um ótimo lugar para habitar, mas para solteiros, no nosso caso Québec seria ideal, para trabalhar, estudar e construir uma família.
Logo mais, foi a vez da Janete a explicar sua área de formação e profissional, também fez as mesmas perguntas, eu acho que foi mesmo para verificar o nível de francês e se realmente estávamos certos do que estávamos querendo.
Depois de tudo explicado, ela começou a inserir dados no seu computador afim de verificar se tínhamos atingido as pontuações necessárias e obrigatórias para obter o CSQ (Certificado de Seleção do Québec).
Nessa hora, já estávamos bem mais tranquilos!
E que de repente ela diz: Parabéns, vocês foram aprovados e Bem Vindos ao Québec!
Ela nos explicou como seria dar entrada nos passaportes e no Processo Federal e nos deu o tal livrinho Aprendre le Québec.
E em seguida, disse, já podemos falar em português………. ufa……..
Nós ficamos muito contentes e aliviados, foram meses de preparação e espera por essa resposta!

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Edimar e Luciana

Postado por:École Québecem:23/06/2010

Nossa entrevista foi feita pelo Monsieur Daniel Leblanc, ele foi super simpático e acolhedor e nos deixou bem confortável para podermos responder as questões. Nos perguntou para qual cidade iriamos emigrar e por que tinhamos escolhido a cidade, pediu para contarmos um pouco sobre o trabalho que tinhamos na época e também os trabalhos anteriores.

Entendemos tudo que ele perguntava e em momento algum precisamos perdir para ele repetir as questões. Quando ele começou a pedir para mostrarmos os documentos e viu que tínhamos estudado na École Québec, ele riu e fez uma brincadeira dizendo que era por isso que falávamos e entedíamos bem o francês, que ele já havia entrevistado outros alunos e que todos tínhamos bons histórico, estávamos bem preparados para a entrevista e tínhamos um bom francês. Ele olhou todos os documentos que comprovava todas as experiências que tínhamos relatado anteriormente.

Tinhamos feito um projeto de emigração e ele ficou bem impressionado e elogiou nossa pesquisa. Tudo o que nós respondiamos e que ele comprovava com os documentos ele se virava para o computador e me parecia marcar os pontos. Me fez uma pergunta em inglês e logo retornou para o francês. Após quase uma hora de entrevista ele disse uma frase que nós nunca esqueceremos : Le Québec vas tomber d’amour pour vous. Vous êtes acceptés. Este foi pra nós o melhor momento do processo que só foi menos importante que a chegada ao Canadá.

Nossa entrevista durou aproximadamente 1 hora, ele nos deu diversas dicas de como procurar um trabalho, o que fazer aqui no momento da chegada. Podemos dizer que foi mais um bate-papo do que uma entrevista, e hoje acredito que esta tática funciona super bem, pois além de nos deixar mais à vontade acredito que ele consiga saber muito mais sobre os futuros emigrantes.

Agrademos a nossas professoras e professoras da École Québec , recomendamos fortemente para todos que querem emigrar, além da velocidade com que aprendemos o francês o fato de ser francês quebequense faz toda a diferença quando se chega aqui.

Boa sorte a todos e mais uma vez obrigada!

 

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Mirela e Ricardo

Postado por:École Québecem:21/06/2010

Depois de 10 meses no Québec e de um período de adaptação e preparação aqui para enfrentar melhor o mercado de trabalho, estamos contentes que nosso sonho começa a tomar forma.

Estamos felizes e muito agradecidos à École Québec, representando todos os profesores que tivemos, que durante esse período de preparação para imigrar, nos ajudou a viver um pouquinho do Québec mesmo ainda estando no Brasil!

O que vocês ensinaram foi muito mais do que francês 🙂

Relato de Entrevista – 19 novembre 2008

Antes de começar nosso relato, irei descrever nossos perfis e também já dizer de antemão que a nossa entrevista estava marcada no dia 12/11/08. Às 15h30, já estávamos com o nosso CSQ!

Perfis:

Mirela – Requerente Principal

28 anos

Graduada em Arquitetura e Urbanismo desde 2002

4,5 anos de experiência

368 horas de francês

Ricardo- Esposo

28 anos

Graduado em Arquitetura e Urbanismo desde 2003

Curso Técnico em Edificações

2,5 anos de experiência

228 horas de francês

Entrevista:

Chegamos ao CENU 14h30 e avisamos na portaria da nossa presença, e na mesma hora percebi que a recepcionista possuía uma lista com os horários da entrevista e na intenção de acalmar a minha ansiedade fiz a seguinte pergunta:

– Quem devemos procurar para a entrevista?

A resposta foi imediata:

– MS. Eddie Alcide

Fomos avisados que as entrevistas estavam com 1hora de atraso.

Na sala de espera já no 15º andar onde estávamos com mais 2 pessoas que também esperavam, logo apareceu a Mme. Soraya Tandel se desculpando pelo possível atraso e dizendo que a causa disso era a queda do sistema e que possivelmente sairíamos dali com a nossa resposta, porém sem o papel, que seria enviado por correio o mais rápido possível.

Agradecemos a atenção e continuamos na nossa espera.

Para nossa surpresa, após todos saírem, passaram-se apenas 15 minutos de atraso e fomos chamados pelo MS. Alcide, que por sua vez foi muito profissional e tranqüilo.

Começou nos perguntando se preferíamos a entrevista em inglês ou em francês e a resposta foi:

– Eu prefiro francês mas se o Sr. preferir eu posso fazer em inglês. Meu marido também fala francês.

Ele sorriu e olhou para mim perguntando em inglês e prontamente respondi que sim e na seqüência vieram algumas perguntas do tipo: Onde você aprendeu? Quanto tempo estudou e por quê?

Bem essas foram as únicas perguntas em inglês.

Ele começou na seqüência a pedir meus documentos de comprovação de trabalho e eu fui mostrando. Tínhamos cartas assinadas de nossos empregadores em francês assim como holerites e carteira de trabalho e acreditamos que as cartas ajudaram em muito, já que nelas estavam todas as funções descritas assim como quantidade de horas. Assim que se deu por satisfeito pediu meu diploma e começou a digitar.

Pediu nossa certidão de casamento.

Dirigiu-se ao Ricardo e começou a pedir os diplomas e comprovações de trabalho dele. Das quais olhou apenas o necessário, a primeira delas. Perguntou algumas informações sobre Faculdade que ele estudou e do curso técnico.

Enfim, fez algumas afirmações sobre as dificuldades de Equivalência de Diploma e a nossa intenção de ter o titulo de Arquiteto reconhecido pela OAQ (Ordem dos Arquitetos do Québec) e disse que esse processo poderia tomar mais de 4 anos. De prontidão respondemos que tínhamos um plano bem definido para isso e que estávamos preparados para trabalhar como desenhistas e assistentes de arquitetos. Mostramos também um dos 3 organogramas que o Ri desenvolveu de como faremos esse processo e quais nossos planos para cada fase de adaptação.

A próxima pergunta foi:

– E se vocês não encontrarem trabalho?

– Não acreditamos que teremos problemas porque segundo nossas pesquisas, temos um mercado grande para explorar. Daí mostramos toda nossa pesquisa de mercado e vagas de emprego da nossa área no nosso plano.

E ele volta a digitar. Estávamos em silêncio quando o interrompemos para deixar claro que estávamos à disposição para falar em francês, caso ele quisesse. Muito educadamente virou a cadeira e disse:

– Vá pensando em alguma coisa para me dizer enquanto eu termino aqui.

No final ele já estava imprimindo o nosso CSQ e eu sem perceber comecei a mostrar um portifólio falei bastante de trabalho e ele se interessou no começo, fez uma pergunta e logo disse:

– Estou contente de dizer que vocês foram aceitos pelo Quebec.

Bom eu e o Ri nos olhamos muito felizes e enquanto ele assinava nosso CSQ nos disse que nós parecíamos estar preparados, com vários materiais, mas que também deveríamos estudar MUITO mais francês para chegarmos no Québec no ponto de encontrarmos um trabalho.

Sem comentar que o Ri ficou rindo de mim, pois eu estava lá falando como uma tagarela sobre o meu trabalho e o entrevistador tentando nos entregar o CSQ…rsrsrs nem vi o tempo passar.

Agradecemos, trocamos mais algumas palavras e saímos da sala, caminhando nas nuvens de tão felizes!!!

Impressões pessoais:

– Percebemos que ninguém está lá para impedi-lo e muito menos aprová-lo automaticamente, portanto é necessária uma postura ativa SIM. Postura essa que é utilizar das perguntas dele para dar respostas longas, falar sobre o plano de imigração e mostrar o seu francês.

– Tínhamos um Plano de Vida completo e com uma apresentação especial (um pouco até para mostrar a aplicação das nossas aptidões profissionais) , que foi usado 10%. Apesar de o entrevistador ter olhado nosso plano a fundo, ele foi fundamental para o nosso amadurecimento, planejamento e tomada de decisões, nos dando mais segurança para a entrevista, pois sabíamos que se precisássemos tínhamos previsto algumas situações futuras.

Concordamos com nossos amigos que já estão no Québec, de que a entrevista apesar de fundamental para o processo, é um pequeno passo para imigrar, e toda preparação, troca de experiências e pesquisa feita daqui ajuda na adaptação nas tão sonhadas terras Quebecoises!