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Morar no Québec: o que você precisa saber sobre a província no Canadá

Postado por:École Québecem:08/01/2021

Ter uma vivência em outro país é um sonho para uma boa parte dos brasileiros e dentre tantos destinos, morar no Québec sempre ganha destaque. Se você fizer uma busca mais profunda na internet, vai encontrar alguns depoimentos descrevendo especificamente como é o sistema imigratório para essa província. 

O tema de morar no Québec está em alta nos últimos tempos e os fatores para isso são variados. Começa pelo fato que o custo de vida na província é relativamente baixo, comparado com o resto do Canadá. 

O aluguel, por exemplo, está entre os mais baratos se considerarmos as principais regiões metropolitanas do país. 

Outro atrativo é que mesmo com cerca de 8 milhões de habitantes, o Québec possui uma qualidade de vida muito boa e pacífica, usualmente ausente em países com esse porte.

 Além disso, existem boas oportunidades de trabalho e estudo em diversas áreas e possui uma cultura efervescente, contando com grandes festivais culturais, na maioria das vezes, gratuitos. 

Esses são apenas alguns dos motivos pelos quais morar no Québec tornou-se uma pauta frequente para quem quer imigrar, a ponto de ser um dos principais termos buscados no Google. Os outros, você conhecerá a seguir. 

Morar no Québec: qualidade de vida e respeito à diversidade 

O Québec é uma província acolhedora, com ótimas oportunidades profissionais, altos padrões de qualidade de vida e respeito à diversidade. A região sempre está aberta para integrar estrangeiros que queiram construir uma comunidade diversa e equitativa. 

Além disso, conta com uma história singular, de luta e resistência pela preservação do direito de falar francês e de liberdade religiosa e seus reflexos são evidentes na sociedade. Está tanto nas expressões culturais, nas suas festas e eventos tradicionais, quanto no humor peculiar québécois.

Existe uma abundância de lugares ideais para atividades ao ar livre. É um lugar que respeita seu meio ambiente e possui diversos parques e espaços verdes. Mesmo nos dias frios, vivenciar o inverno faz parte da experiência. 

Quem está aberto a enfrentar as baixas temperaturas tem diversas atividades a sua disposição como esquiar, patinar no gelo, passear nos parques, caminhar na neve… dentre outros esportes. Por essas razões, a região tem atraído cada vez mais pessoas do mundo todo. 

Morar no Québec: oportunidades de trabalho e estudos 

O Québec é um importante destino turístico e atrai cerca de 4,5 milhões de visitantes a cada ano. Um dos principais pontos é a cidade de Québec, uma das mais antigas da América do Norte. 

O bairro histórico Vieux-Québec é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO e atrai diversas pessoas todos os anos. O turismo, por exemplo, é responsável por muitos empregos na cidade. 

Então, se você pensa em morar no Québec saiba que pela economia em expansão e uma diminuição da população ativa, a província possui opções de emprego em diversos setores e uma das mais baixas taxas de desemprego do Canadá.

As ofertas vão desde o setor de tecnologia da informação, manufatureiro, profissionais de saúde… Os representantes do Governo do Québec no Brasil estão sempre buscando profissionais nas missões de recrutamento, desenvolvidas para ajudar as empresas da província a encontrar mão de obra qualificada fora do país. 

Você encontra mais informações sobre as missões nos seguintes sites: 

Morar no Québec: aprenda a falar francês 

morar no Québec

Se você deseja morar no Québec, saiba que vai encontrar uma sociedade equitativa, plural, acolhedora e diversa, sistemas de saúde e educação públicos de alta qualidade, vida cultural intensa, variada e acessível a todos os bolsos. 

Você encontrará uma ampla oferta de diversas oportunidades de trabalho e emprego devido à economia robusta e em ascensão. Razões não faltam para emigrar para a província, no entanto, para morar no Québec é necessário saber falar francês. 

As chances de contratação estão ligadas a fluência do idioma e não possuir ao menos o nível intermediário dificulta conseguir trabalho e a integrar-se com a equipe. 

Por isso, antes de qualquer coisa, o ideal é procurar uma escola especializada em francês québécois, como a École Québec, para aprender o idioma. 

Assim você vai se preparando para as entrevistas, realizadas na língua francesa, uma vez que o Governo busca pessoas que tenham um nível intermediário de fluência. 

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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Conheça os pratos típicos das festas de fim de ano do Québec

Postado por:École Québecem:30/12/2020

Você sabe como que são as festas de fim de ano no Québec? As comidas fazem parte da identidade de um povo e possuem um alto valor afetivo. Se você for nascido no Brasil, pratos como arroz com lentilha, tender, farofa, maionese, peru com frutas caramelizadas e pavê têm significado. 

Pode lembrar a ceia na casa da sua avó, o tempero de um tio, o abraço da madrinha com presentes… 

Se o ser humano adora comer, as festas de fim de ano são a oportunidade perfeita para isso! No Québec, existe uma variedade de receitas deliciosas que marcam essa época nas mesas das famílias. Aqui neste post, vamos trazer alguns dos pratos típicos mais conhecidos e as receitas! 

Assim, além de conhecê-los, você pode arriscar a fazer um ou outro e acrescentar um tempero québécois na sua mesa!

Festas de fim de ano do Québec: recettes

Festas de fim de ano do Québec: La dinde de Noël

Na maioria dos países ocidentais, o peru é o prato principal e, no Québec, não é diferente. O que torna essa receita peculiar é a forma de assar, assim como a seleção dos temperos que deixam a ave em uma textura crocante única. O que acha de experimentar a receita e ainda treinar o francês? Leia aqui! 

 festas de fim de ano do Québec 

Festas de fim de ano do Québec: La farce de Noël

Depois de assado, chega a hora de rechear o peru! Semelhante ao Brasil, é costume preparar uma farofa para tornar o prato ainda mais saboroso. No entanto, em vez de farinha de mandioca, usa-se uma base de pão esfarelado, refogado na manteiga e temperado com sopa de cebola.  Confira a receita! 

 festas de fim de ano do Québec 

Festas de fim de ano do Québec: Les atocas

A tradição é clara: ninguém come peru sem o sauce aux canneberges como acompanhamento, um molho adocicado feito de uma fruta pequena e vermelha chamada airela. O Québec é o segundo maior produtor mundial do alimento, também chamado como atoca. Aqui no Brasil, provavelmente você conhece a frutinha como cranberry. A receita está aqui! 

 festas de fim de ano do Québec 

Festas de fim de ano do Québec: La tourtière 

Todo país tem uma desavença gastronômica, entre regiões, sobre um prato tradicional. No Québec, a confusão é em relação a Tourtière, uma torta feita de carne bovina, de porco e de batata e comum nas mesas comemorativas do Natal e de Ano Novo. 

Os habitantes de Saguenay/Lac St-Jean afirmam há décadas que a verdadeira tourtière é diferente, mais farta e recheada. Para eles, a receita usualmente preparada nada mais é que uma Pâté à la viande, ou simplesmente, uma torta de carne. 

Independentemente do conflito, o que acha de fazer as duas receitas e comparar qual você acha mais deliciosa? 

 festas de fim de ano do Québec 

Festas de fim de ano do Québec: La bûche de Noël / Le gâteau aux fruits

Toda ceia que se preze precisa ter sobremesa, muitas vezes mais que uma. Duas opções constantemente presentes nas mesas quebequenses são La bûche de Noël e Le gâteau aux fruits. A primeira é um rocambole de mousse de chocolate, baunilha e nozes, enquanto a segunda é um bolo de frutas condimentadas e aromáticas. 

 festas de fim de ano do Québec 
La bûche de Noël

Vale a pena experimentar ambas as sobremesas! A La bûche de Noël é mais fácil de fazer, mas, acredite, a Le gâteau aux fruits vale muito a pena. 

 festas de fim de ano do Québec 
Le gâteau aux fruits

Depois desse tour gastronômico, você tem a sua disposição uma verdadeira ceia tradicional do Québec. Explore os sabores da província e ainda treine seu francês com essas receitas típicas. Experimentar comidas é uma forma interessante de conectar-se com um país. De uma certa maneira, através da culinária, você estará vivendo uma experiência quebequense. 

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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O que fazer no Natal do Québec?

Postado por:École Québecem:23/12/2020

O que fazer no Natal do Québec? Festas de fim de ano despertam sentimentos mistos e são celebradas de maneiras tão diversas quanto a própria humanidade. O Brasil possui suas próprias tradições e, por ser um país tropical, tem seus ritos adequados a uma época quente e calorosa. 

No Québec, por outro lado, a paisagem é outra: as temperaturas frias dão um tom mais cálido e brilhante às ruas de paralelepípedos cobertas de neve.

Muitas pessoas vão para a província justamente em busca dessa atmosfera e se deparam com festivais iluminados, comidas típicas e atividades para todos os gostos (e bolsos). 

Se você está procurando informações sobre o que fazer nas festas de final de ano no Québec, separamos algumas dicas natalinas para ajudar. Esperamos que aproveite! 

O que fazer no Natal do Québec?

Illumi na cidade de Laval

Vocês já repararam que os quebequenses adoram luzes? Essa é mais uma atração imperdível no período do final do ano no Québec: conhecer a Illumi na cidade de Laval, basicamente uma cidade inteira ornamentada com técnicas inovadoras de iluminação. 

Uma imagem vale mais que mil palavras, então vejam o vídeo promocional do lugar. 

Marché de Noël Allemand

A partir do final de novembro, há uma variedade de feiras de Natal, chamadas de Marchés de Noël. A mais conhecida é a Marché de Noël Allemand na cidade de Québec, a qual recria a atmosfera dos grandes mercados natalinos europeus. 

Os tradicionais quiosques de madeira disponibilizam produtos locais, presentes, degustação de produtos alemães, entre outras comidas típicas. Você pode, inclusive, provar o café liégeois, uma bebida açucarada com sorvete de creme e chantilly. 

Espetáculos extraordinários, músicas típicas e corais belíssimos criam a atmosfera mágica natalina da feira, um entretenimento gratuito e indicado para todas as faixas etárias. 

Se você quiser saber mais sobre as Marchés de Noël, fizemos recentemente um post no Instagram da École Québec sobre isso! Confira! Aproveite e siga nossas redes sociais!

o que fazer no Natal do Québec

Tours Guidés de Québec 

Os guias entram no espírito do Natal durante o Cicerone Tours, um passeio temático por Vieux Québec, transformando-se em personagens da época da Nouvelle France, quando o Québec ainda era uma colônia da França. Através de parábolas e anedotas, é possível revisitar as tradições natalinas antigas neste tour a pé pela cidade. 

o que fazer no Natal do Québec

Missa na Basílica de Notre Dame em Montréal

Quem identifica-se com o lado religioso das festas pode explorar os   espetáculos de corais e missas nas principais igrejas da cidade. A maioria delas é tombada pelo patrimônio nacional e, por isso, esse é um programa cultural indicado para quem procura recolhimento em meio à diversão.

A missa da Basílica de Notre Dame é famosa por causa da decoração iluminada. Aliás, a luz faz parte da rotina eclesiástica porque durante o ano acontece o Aura, um verdadeiro espectáculo tecnológico dentro da igreja. Dá uma olhada no vídeo abaixo e entenda melhor do que estamos falando: 

Basílica de Notre Dame é famosa por causa da decoração iluminada

Uma curiosidade: esse show foi criado pela empresa Moment Factory, a responsável pela instalação do sistema de iluminação na ponte Jacques-Cartier, em Montréal, famosa por mudar de cor de acordo com o humor dos habitantes – definido por mapeamento das redes sociais. 

Hötel du Glace

Já pensou em conhecer (ou talvez passar uma noite) no único hotel das Américas feito de gelo e neve? O Hôtel du Glace possui 3000 metros quadrados, 44 quartos e suítes decoradas por artistas escultores de gelo. 

o que fazer no Natal do Québec

A construção começa em dezembro, quando as temperaturas estão negativas e existe insumo, ou seja, neve. São necessárias 30 mil toneladas de gelo e mais de 50 pessoas trabalhando incansavelmente para projetar, estruturar, moldar e esculpir o chão, o teto, as paredes e até a mobília! 

Localizado a 270 km de Montréal, na cidade de Saint-Gabriel-de-Valcartier, pertinho de Québec, mais de 1 milhão de pessoas já visitaram o hotel de gelo desde sua abertura, em 2001. Imperdível! 

Se você tiver a oportunidade de visitar algum desses locais em algum Natal da sua vida, terá acrescentado magia, luz, comidas deliciosas, artes e cultura às festas de final de ano. Essas atividades são realmente inesquecíveis e irão marcar sua memória para sempre. 

Existem muitas coisas interessantes para fazer e conhecer em todas as províncias do Québec durante essa época. Se, por acaso, nenhuma dessas listadas acima pareceu atrativa, explore outras opções. Com certeza, encontrará algo que agrade seu coração nessa época de confraternização e celebração. 

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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Quais são as principais festas do Québec?

Postado por:École Québecem:14/12/2020

Conheça mais sobre cinco festas que refletem a pluralidade cultural da província canadense 

Quais são as principais festas do Québec? Se você digitou essa pergunta no Google deve ser porque pensa em visitar a província em breve ou está curioso sobre como o povo québécois se diverte.

Antes de irmos mais a fundo no assunto, é importante pontuar que as festividades locais do Québec possuem uma característica notável: a preservação da cultura francófona através de costumes e tradições singulares.

Dessa forma, as festas do Québec assumem uma identidade própria, onde a história se funde ao contemporâneo – tornando-as culturalmente ricas, acolhedoras e únicas. 

Aqui no blog da École Québec, já conversamos sobre algumas das principais festividades da província como o Festival Montréal en Lumière, IglooFest, Festival International de Jazz de Montréal, Festival Juste pour rire e o Carnaval de Québec.

Agora, vamos comentar sobre as principais festas do Québec que refletem a pluralidade da província canadense. Vamos lá? 

Saiba quais são as principais festas do Québec

Fierté Montréal


Fundada em 2007, a Fierté Montréal, ou, em inglês, Montreal Gay Pride, é uma festa artística e musical, onde o entretenimento e diversão estão obrigatoriamente presentes. Organizado por iniciativa das comunidades de Montreal, o festival possui o objetivo principal de celebrar o orgulho LGBTQ+. Reúne anualmente cerca de dois milhões de visitantes locais e internacionais.

A Fierté Montréal é considerada o maior festival LGBTQ do Canadá e a mais populosa concentração desse tipo do mundo francófono. São 11 dias de programação incluindo combinando eventos de diferentes formatos, como espetáculos, performances e números musicais. Você encontra mais informações no site oficial. 

Festival d’été de Québec

O centro histórico do Quebec, no campo de batalha histórico das Planícies de Abraão, é o cenário desse animado festival de música que reúne, todos os verões, cerca de 1,5 milhão de participantes para curtir aproximadamente 300 shows em dezenas de espaços abertos e fechados.

O Festival d’été de Québec começou como um evento cultural na década de 1960 e atualmente é um dos maiores do mundo, ficando, entretanto, atrás da Parada do Orgulho de São Paulo, a maior do mundo. Artistas de grande renome, como Rolling Stones, Lady Gaga, Bryan Adams, Elton John e Plácido Domingo já se apresentaram em edições do festival.

Do rock ao hip-hop, eletrônico e jazz, a festa combina diferentes estilos musicais e artistas de rua e oferece uma programação eclética voltada para todas as faixas etárias.

Montréal Complètement Cirque

Durante o mês de julho, o Montréal Complètement Cirque ocupa ruas, parques e calçadas com extensa programação de artes circenses. Durante 11 dias, diversos lugares públicos espalhados pela cidade tornam-se palcos para apresentações coloridas de artistas canadenses e do mundo inteiro.

É um evento que aposta na diversidade em todas as suas formas e expressões, criando momentos em que os mais talentosos performistas do mundo circense reúnem-se em shows e apresentações de cair o queixo.

OSheaga

Desde 2006, pessoas do mundo inteiro vão ao Parc Jean-Drapeau, em Montréal, para curtir diversos estilos de música em vários palcos ao ar livre. Essa é a essência do Festival de Música e Artes Osheaga cujo objetivo principal é revelar talentos locais e artistas desconhecidos.

Esses novos expoentes da música tocam ao lado de grandes nomes internacionais, como Coldplay, The Black Keys e The Cure, oferecendo uma programação musical valiosa para todas as faixas etárias. Além disso, o OSheaga oferece atrações espalhadas pela cidade em palcos menores e em galerias de artes. 

As festas do Québec são conhecidas pela preservação da cultura francófona através de costumes e tradições únicas. Desde enaltecer o orgulho LGBTQ+, como a Fierté Montréal, até revelar artistas independentes como o festival OSheaga, os eventos refletem a essência da sociedade.

Agora você conhece mais quatro festas do Québec para anotar na sua agenda e se programar para quando for visitar a região ou quando estiver morando por lá. De qualquer forma, conhecer essas festividades é uma maneira de vivenciar a arquitetura, a música, a cultura e a expressão artísticas da província.

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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Conheça sobre a história contemporânea do Québec

Postado por:École Québecem:06/11/2020

Contamos aqui nesse post quais foram os principais fatos da história contemporânea do Québec! Descubra!

A história do Québec difere de outras colonizações realizadas pela França e possui uma narrativa diferenciada até dentro do Canadá. Os fatos históricos, como o Tratado de Paris, de 1763, que passou a ocupação do território dos franceses para os ingleses, desencadearam na criação de uma forte identidade cultural e uma luta constante pela preservação do direito de falar francês.

Mesmo com a retirada da ocupação da França (e a consequente imposição da cultura inglesa), as crenças, valores, costumes e a língua francesa seguiram enraizados no Québec de maneira bem significativa. A luta pela liberdade linguística, religiosa e dos direitos civis marcou profundamente a sociedade québécoise.

Muito do que aconteceu nos últimos anos foi decorrente do sentimento de unidade, identidade entre os indivíduos e preservação da cultura criados a partir de todo esse contexto histórico.

Com essa premissa, aqui nesse post, vamos adentrar na história contemporânea do Québec. Assim, nos aprofundaremos nos fatos que influenciaram os dias atuais. Vamos lá?

Saiba mais sobre a história contemporânea do Québec

Naturalmente, a história do Québec é bem longa. Nesse post, vamos falar o que aconteceu depois da colonização, passando pela Rebelião dos Patriotas, o Domínio do Canadá, a Revolução Tranquila, as Leis de Constituição, os plebiscitos de independência, chegando finalmente ao momento atual.

História contemporânea do Québec: Rebelião dos Patriotas

A luta pela independência do Québec é desencadeada com a reivindicação do direito de falar francês e estende-se para outros protestos. Como usualmente acontece nesses processos, existiram muitas reviravoltas, rebeliões, levantes e sangue para se alcançar uma soberania de Estado. Um desses acontecimentos foi a Rebelião dos Patriotas.

Esse conflito iniciou-se quando as classes média e alta uniram-se contra a opressão exercida pelo imperialismo inglês e fundaram o Partido Patriota, liderado por Louis Joseph Papineau.

No ano de 1837, insurgiram-se contra uma possível fraude eleitoral que daria vitória aos ingleses, fato que desencadeou intensas revoltas populares nas principais cidades da região e, por consequência, em violenta repressão dos órgãos imperialistas.

Com o apoio dos setores médios e da burguesia local, somados a um pequeno setor da classe operária, essa revolta em específico pode ser comparada às revoluções burguesas do século XVII e XVIII. No entanto, nesse caso, em particular, os patriotas foram derrotados.

História contemporânea do Québec: Domínio do Canadá

A revolução burguesa quebequense, inaugurada pela Rebelião dos Patriotas, uniu diversas classes e foi reprimida violentamente, resultando no assassinato de milhares de pessoas, militantes e inocentes. Mas isso não deteve a luta pela independência.

Todo o século XIX foi marcado por intensos confrontos e, em 1867, os ingleses foram obrigados a conceder a organização das colônias em confederações. No entanto, mesmo que tivesse findado o sistema colonial no país, o Canadá ainda mantinha uma forte ligação com o Reino Unido.

Tinha os mesmos chefes de Estado, a bandeira oficial chamava-se Union Jack and the Red Ensign até 1967, o hino do país era o britânico e, até 1982, a Constituição só poderia ser modificada pelo Parlamento Britânico.

Assim, mesmo que a luta do povo quebequense tenha sido fundamental no processo de formação do País, as partes anglófona e a francófona nunca estiveram em posição de igualdade. Isso fez que, logo nos primeiros anos de independência, o Québec registrasse um profundo atraso econômico.

História contemporânea do Québec: ascensão dos conservadores

As províncias inglesas presenciaram um desenvolvimento industrial substancial no século XIX, o que permitiu o crescimento da classe operária e de sua organização política. Isso não aconteceu no Québec.

Esse fato teve um reflexo profundo em eventos posteriores. Sem articulação de classe, a província foi liderada a maior parte do século por um político de extrema-direita chamado Maurice Duplessis.


Após a crise de 1929 e a ascensão de regimes autoritários na Europa, Duplessis rompeu com seu partido e juntou-se à ala direita do Partido Conservador para fundar a União Nacional. Marcado pelas diretrizes fascistas, o político aproveitou dos movimentos de independência do resto do Canadá para chegar ao poder.

Seu primeiro mandato vai de 1936 até 1939, com outro mandato em 1944, após a  Segunda Guerra Mundial, até 1959. Esse último período, em específico, ficou conhecido como Grande Noirceur (A Grande Escuridão). Isso porque, se o Quebec já era mais atrasado em relação ao resto do país, a situação agravou-se com o Governo Duplessis.



Políticas públicas fundamentalmente agrárias desfavoreciam  o desenvolvimento econômico da região. Além disso, o regime autoritário reprimiu as organizações operárias, como sindicatos e movimentos sociais e fortaleceu o papel da Igreja Católica na província, atrelando ao clero o comando da educação, da saúde pública e de outros serviços sociais.

Todo esse contexto não foi muito adiante. No final da década de 1940, começaram a aparecer os sinais de desgaste do governo, revoltas foram amordaçadas e a instabilidade política no Québec aumentou bastante.

História contemporânea do Québec: Revolução Tranquila (1960)

A denominação “A Revolução Tranquila” foi citada pela primeira vez no jornal The Globe and Mail por um autor anônimo. Até hoje, os historiadores não chegaram exatamente a um consenso sobre a data específica do seu início, nem quando de fato terminou.

Isso porque não foi marcada por um dia em particular, como a Revolução Francesa, por exemplo. Foi um movimento iniciado depois de uma série de acontecimentos e aumento da tensão interna.

Como mencionamos anteriormente, o Québec estava em franca desvantagem do resto do Canadá em diversos aspectos. Alguns fatores para isso eram:

  • Sistema senhorial da Nova França, mantido por séculos; 
  • Participação efetiva da Igreja Católica nas políticas públicas; 
  • Controle da manutenção da políticas agrárias, em detrimento da industrialização; 
  • Domínio do clero sobre os serviços essenciais; 
  • Capital de investimento escasso;

Todos esses itens foram combustíveis para greves das classes operárias, como a dos mineiros de Asbestos, em 1949, e movimentos sindicais, como a Recusa Global pelos Automatistas. A imprensa e os fóruns de intelectuais críticos do governo de Duplessis, como o jornal Cité Libre, fomentaram a discussão.

No meio dessa tensão crescente, o falecimento do Maurice Duplessis, em 1959, logo seguida pela súbita morte de seu sucessor Paul Sauvé, foram gatilhos para eleição do Partido Liberal do Québec, liderado por Jean Lesage que tinha como slogan: “Maîtres chez nous” (Donos das nossas terras?)

Assim, iniciou-se um período de rápida transformação social dentro da sociedade do Québec. A Revolução Tranquila é um ponto de referência na história da província e as reformas efetuadas nesse período foram essenciais para desconstruir as estruturas tradicionais da província e introduzir a sociedade québécoise à modernidade.


Dentre elas, podemos destacar:

  • Criação oficial do Ministério da Educação; 
  • Secularização do sistema educacional
  • Grandes investimentos no sistema de ensino público;
  • Nacionalização das empresas elétricas; 
  • Criação de instituições públicas; 
  • Código Trabalhista garantindo direito à greve; 
  • Divisão igualitária de bens entre cônjuges; 
  • Melhoria no nível de instrução da população;

O Québec de hoje, uma social-democracia igualitária onde o bem comum passa na frente do enriquecimento pessoal vem dessa famosa Revolução tranquila.

História contemporânea do Québec: agora Québécois(es)

Como explicado, a Revolução Tranquila acarretou múltiplas reformas que resultaram na transformação do discurso nacionalista do Québec e criou um elevado senso de identidade e de capacidade nacional.


Foi durante esse movimento que os franco-canadenses viraram québécois(es), gerando um sentimento de nacionalismo e a busca mais ativa da autonomia política. Essa premissa, inclusive, contextualiza porque o Québec se recusou a assinar a Constituição de 1982.

Hoje em dia, a lei suprema no Canadá é constituída por dois principais documentos:  a Lei da Constituição de 1867 e Lei da Constituição de 1982, a qual inclui a Lei da América do Norte Britânica e a Carta Canadense de Direitos e Liberdades.

Essa última foi assinada pela rainha e o primeiro-ministro, Pierre Elliot Trudeau, no entanto, o Québec recusou-se a assinar devido às percepções que as mudanças constitucionais propostas iriam inviabilizar os mecanismos de proteção à língua e à cultura.

Para resguardar-se do direito preserva sua identidade, a província exige que sejam acrescentados dois pontos principais na lei:

  1. O Québec é uma sociedade distinta do restante do País;
  2. E por isso, precisa ter autonomia para barrar modificações na Constituição ou nas leis federais que poderiam ameaçar a existência e a sobrevivência do francês no Canadá.

Porém, mesmo sem o consentimento da província, a emenda constitucional entrou em vigor mesmo. Até os dias atuais, a adesão à Constituição é um tema recorrente na política canadense e do Québec.

História contemporânea do Québec: Status Quo

Dentro desse contexto legal, um ponto que merece destaque é a Loi 101 (Lei 101), que define os direitos linguísticos de todos os cidadãos do Québec e determina o francês como língua oficial da província.

A autonomia do Québec, a identidade francófona, as diferenças das outras regiões e as particularidades da sua história permeiam a discussão sobre a soberania da província e a sua separação do Canadá. Foram realizados dois referendos, em 1980 e 1995 sobre essa questão.

No último, houve adesão de 90% da população e a diferença foi muito pequena (50,6% votaram contra, e 49,4% votaram a favor). A realização de novos referendos, inclusive, são temas de campanhas eleitorais até os dias de hoje.

Essa foi uma história longa e ficamos contentes de vocês terem chegado até o final. Agora, conhecem mais sobre as estruturas da sociedade do Québec e conseguem compreender algumas nuances sobre a província, a cultura e a língua francesa! 

Por exemplo, agora você entendeu  porque a seção gramatical do material didático exclusivo da École Québec chama Point 101! 😉 Inclusive,  vamos conversar mais sobre isso em um próximo post! Fique atento!

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo!

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Saiba quais são as principais festividades do Québec

Postado por:École Québecem:30/10/2020

Festividades do Québec: curiosidades sobre eventos da província

Quer conhecer mais sobre as festividades do Québec? Descubra aqui quais são os festivais que animam a província! 

Quais são as principais festividades do Québec? A resposta para essa pergunta seria uma lista bem comprida.

A província, localizada no Canadá, teve um processo de colonização diferenciado do resto do País. Por isso, as festividades locais possuem duas características bem marcantes: primeiro, refletem costumes únicos, espelhados na preservação da cultura francófona. Segundo, possuem uma mescla entre o histórico e o contemporâneo o que enriquece a cultura québécoise.

Fora isso, a província acolhe diferentes povos e tradições, tornando-se um verdadeiro polo multicultural. Todos esses fatores combinados fazem do Québec um lugar tão acolhedor quanto intrigante. 

Aqui nesse post, vamos comentar sobre cinco grandes festividades do Québec! Assim, além de conhecer mais a fundo sobre a sociedade e cultura do País, você já seleciona quais se identifica mais para frequentar quando estiver morando ou visitando a província!

Conheça mais sobre cinco festividades do Québec

A maioria das pessoas conhece ou já ouviu falar de La Fête du Canada, o Dia Nacional do Canadá, um feriado comemorado no dia 01 de julho que celebra o decreto do Ato Constitucional de 1867. Esse ano foi um importante marco  para o processo de independência do país.

Mas, como mencionamos acima, a província do Québec teve uma colonização diferente e possui uma cultura muito diversa o que reflete diretamente nas principais festas. Abaixo, vamos comentar sobre cinco festividades do Québec.

Festival Montréal en Lumière

Montreal é uma das cidades mais agitadas do Canadá. Principalmente quando estamos falando sobre cultura e gastronomia. Por isso, o Montreal en Lumière é considerado um dos mais conceituados festivais de inverno do hemisfério norte.

O evento nasceu como uma maneira de trazer vida para a cidade durante os dias frios. Mesmo com as baixas temperaturas, logo na primeira edição, em 2000, a festa contou com a participação de mais de 200 mil visitantes.

Uma parte do sucesso deve-se à agenda cultural, repleta de shows e atividades que tomam as ruas na época. Outro fator chave é a Nuit Blanche, a Noite Branca, o ponto alto do festival. Nessa noite especial, uma série de eventos temáticos acontecem simultaneamente em nove pontos da cidade. É algo realmente inesquecível!

IglooFest

Para quem gosta de música eletrônica, o IglooFest, conhecido como o festival de música mais frio do mundo, é uma boa pedida. O evento acontece no cais Jacques-Cartier e reúne nomes de peso do cenário internacional durante nove noites. 

Uma característica marcante desse festival é a ambientação. Cada edição é pensada com o intuito de transformar as noites em uma experiência divertida, luminosa e inesquecível.

Outra singularidade é que é um evento desenhado para acolher todas as faixas etárias. Algumas edições estenderam-se por mais de um mês ao contarem com atividades familiares gratuitas. Isso o torna uma das principais festividades do Québec.

Festival International de Jazz de Montreal

Ao contrário dos dois eventos citados anteriormente, o Festival Internacional de Jazz de Montreal acontece no verão, na Quartier des Spectacles, uma praça ampla e harmoniosa localizada no centro da cidade. 

Lá é montada a estrutura acústica para receber os músicos internacionais que tocam para o público, gratuitamente, por 12 horas diárias ininterruptas. Toda essa magnitude faz com que o Festival International de Jazz de Montréal seja sucesso absoluto há 40 anos.

Hoje em dia, é uma das festividades do Québec mais conhecida internacionalmente, recebendo pessoas de todos os lugares e consagrada pelo Livro dos Recordes como o maior festival de jazz do mundo. 

Festival Juste pour rire

Além de música eletrônica, inverno, luzes e jazz, o Québec é conhecido mundialmente pela comédia e pela forma irreverente de ver a vida. As chamadas “pegadinhas silenciosas”, criadas em 1984, continuam sendo gravadas e exibidas em mais de 140 países.

Por isso, nada mais justo do que sediar um festival voltado exclusivamente para fazer as pessoas rirem. Essa é a tônica do Juste pour rire, evento que reúne shows de comediantes, em diversos formatos e estilos.

Essa variedade de opções humorísticas, o elenco premiado e os preços acessíveis tornaram o festival, juntamente com o semelhante em inglês Just For Laughs, como referência de eventos humorísticos no mundo.

Em 2020, em decorrência da pandemia, a festividade adotou uma fórmula híbrida com transmissão dos shows online. Isso foi marcante para as pessoas que assistiram, principalmente, porque trouxe alívio para superar o isolamento e os desafios desse momento único.

Carnaval de Québec

Enquanto nós brasileiros acharíamos muito estranho um Carnaval no frio, lá no Québec isso é considerado absolutamente normal. Pelo contrário, a temperatura é uma das razões para o sucesso do evento. Cerca de um milhão de pessoas saem às ruas em pleno inverno para festejar a data.

Um evento amplo e diverso, configurado para atender todas as idades e gostos, com uma vasta programação que inclui desfiles, queima de fogos, competições esportivas e shows.

Além das inúmeras atrações, o Carnaval do Québec conta com bebidas e comidas típicas (como famoso Caribou, uma mistura de vinho tinto, uísque e Maple Syrup) o que atrai diversos foliões do mundo todo.

O ponto alto da festa é o desfile nas ruas da Haute Ville com a presença do Bonhomme Carnaval, o mascote, embaixador e líder da festa.

Festividades do Québec: experiências únicas

De jazz a música eletrônica. Para desfrutar da comida e bebida, do ar fresco do inverno, para dançar, rir e se divertir. Essas festividades do Québec são eventos reconhecidos mundialmente e que levam multidões às ruas de Montreal e de outras localidades da província todos os anos.

Cada uma possui suas particularidades e também pontos em comum como programação diversa, multicultural e pensada para acolher a todos. Assim, tornam-se experiências tão únicas quanto o próprio Québec.

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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Conheça 5 livros em francês para iniciantes

Postado por:École Québecem:16/10/2020

Aprender francês é muito mais fácil na companhia de um bom livro. Conheça aqui cinco dicas para iniciantes!

Vamos contar aqui dicas de livros em francês para iniciantes! Já que pássaros têm asas. Pessoas têm livros. Nada como as páginas de uma boa leitura para te transportar além do tempo e do espaço, mostrando novas ideias e diferentes culturas. Uma das maneiras de conhecer mais acerca de um país é entrar de cabeça na literatura do local. 

Figuras de linguagem, descrição de lugares, comportamento, histórias, pensamentos… todos esses elementos estão presente nas linhas de uma narrativa. Por isso, para aprender mais sobre um país, é recomendável ler autores e autoras nacionais. E, claro, de quebra você ainda conhece as nuances do idioma, no nosso caso, o francês québécois.

Está começando a aprender agora? Fique tranquilo! O livro acolhe, conforta, mostra um mundo inteiro apenas ao abrir a capa. Existem diversos tipos, para todos os gostos e linguagens.

Aqui nesse post, separamos cinco indicações de livros para iniciantes e onde encontrá-los facilmente, seja pegando emprestado ou baixando em bibliotecas virtuais de domínio público. Preparados para se perder nas páginas? 

Dicas de 5 livros em francês para iniciantes

Uma das maiores dificuldades dos nossos alunos é encontrar livros em francês para comprar, e ainda, por um preço justo. Por isso, separamos abaixo uma lista com algumas indicações interessantes, não apenas pela linguagem voltada para iniciantes como pela acessibilidade às obras. 

1 – Antologia de fábulas no Québec


Fábulas são histórias curtas, em prosa ou em versos, onde os protagonistas são animais com características humanas. São muito presentes na literatura infantil de quase todos os países porque possuem um caráter educativo, uma vez que uma moral é apresentada no final da narrativa.

Esse livro é uma antologia que reúne fábulas de escritores québécois como Adolphe Marsais, David Benjamin Viger, L. Pamphile Le May e Félix-Gabriel Marchand. É um compilado interessante de cerca de 80 fábulas ambientadas na província e contada para as crianças no decorrer dos últimos 300 anos. 

Você pode baixar gratuitamente aqui nesse link.

2- Fábulas para minhas crianças


Como mencionamos no item anterior, fábulas são ótimas para aprender um idioma porque são simples, populares, mostram uma lição educativa e, de quebra, são divertidas. Por isso, indicamos esse segundo livro de fábulas escrito por P.M. Curtil, uma reprodução fiel de uma obra publicada antes de 1920.

Hoje em dia, essa versão faz parte de uma coleção de livros impressos editada pela Hachette Livre, em parceria com a Bibliotheque Nationale de France.

Acesse o livro gratuitamente aqui nesse PDF.

3- Le Petit Tabarnak


Le Petit Tabarnak conta a narrativa de Jules, uma criança curiosa que juntamente com seu grupo de amigos quer descobrir o significado da palavra “tabarnak”. Afinal, é um palavrão feio que não deve ser pronunciado. Mas qual a sua origem? E porque tanto mistério em cima de uma simples junção de letras? 

Embarque nessa aventura sobre o significado de certas palavras e a cultura religiosa do Québec. Uma história contada por palavras e, sobretudo, com imagens. É um livro lindo, escrito e desenhado por Jacques Goldstyn. Nascido em 1958, o autor e ilustrador de livros infantis québécois, recebeu duas vezes o Prêmio Biblioteca de Montreal pela beleza da sua obra.

4 – Paul à la campagne


Essa história em quadrinhos é uma obra semi-autobiográfica cheia de sensibilidade, escrita e ilustrada por Michel Rabagliati.

O livro possui duas narrativas conduzidas pela nostalgia da infância do jovem Paul. Na primeira, o narrador retorna às memórias das férias de sua infância e relembra momentos importantes da sua juventude. Os flashbacks são inúmeros, e também ligados ao presente, pela presença de Alice, filha de Paul. 

A segunda relata a visita do jovem Paul à tipografia onde seu pai trabalhava.  

Em meio a descobertas e momentos de êxtase, o protagonista relembra com ternura e afeto, os momentos da relação entre o pai e filho.

5. Paul à Québec


Esse é mais um livro da novela gráfica “Paul”, escrito e ilustrado por Michel Rabagliati. Desde 1988, os quadrinhos do autor revolucionam a arte no Québec e, por isso, já foram laureados por reconhecidos prêmios do segmento.

Nessa história em particular, Paul e Lucie são um casal feliz que luta para lidar com o diagnóstico de câncer pancreático terminal do pai de Lucie, Roland. É uma narrativa sensível, com muita vitalidade e detalhes sobre a influência da cultura do Québec. O livro foi adaptado para o cinema em 2015, um filme dirigido por François Bouvier. 

Para finalizar, guarde com cuidado os seguintes links como “favorito” no seu navegador. São sites ideais para baixar obras literárias e outros materiais que podem ajudar na sua aprendizagem, inclusive com obras de domínio público no Québec: 

Chegamos ao final do post! Aqui temos cinco indicações incríveis de livros em francês para iniciantes! Agora, você pode adentrar na cultura québécoise por meio das palavras e desenhos presentes nessas páginas. Espero que tenhamos ajudado! Até a próxima! 

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Conheça um pouco sobre a história do Québec

Postado por:École Québecem:02/10/2020

Saiba quais foram os principais fatos que marcaram a história do Québec e como a província resistiu à imposição da língua inglesa e resguardou o direito de falar francês

Vamos contar mais sobre a história do Québec aqui nesse post. Você deve ter aprendido na escola que o Brasil começou a ser moldado como uma sociedade ocidental depois da chegada do português Pedro Álvares Cabral, em Porto Seguro, na Bahia, em 1500.

Da mesma maneira, a história do Québec e do Canadá é marcada pela chegada de colonizadores europeus na América do Norte. Primeiramente, foram dois colonizadores italianos contratados tanto pela coroa britânica, quanto pela coroa francesa. 

Em 1497, o explorador italiano Giovanni Caboto (Jean Cabot em francês), chegou em Terra-Nova (Terre-Neuve em francês) achando ter chegando na Ásia. Apropriou-se do território “asiatico”, em nome do rei britânico Henrique VII , e voltou para Londres sem nenhuma intenção de colonizar a região. 

Depois, em 1524, outro explorador italiano, Giovanni de Verrazzano, chegou na mesma costa leste e nomeou as terras recém descobertas como Francesca – em homenagem a Francisco I da França. Mais uma vez, sem nenhum esforço de colonização e ocupação do território.

Jacques Cartier


Dez anos mais tarde, o francês Jacques Cartier cravou uma cruz na península de Gaspé e reivindicou as terras em nome do rei da França. Posteriormente, fez o mesmo com a Ilha de Montreal e nomeou aquele território recém descoberto pelos europeus de “Nova França”.

Essas três figuras marcaram os primórdios da colonização da região onde fica o Québec. Inclusive, a cidade de Gaspé, existe até hoje. Possui 14 mil habitantes e é uma das mais antigas da América do Norte.

Gostou de conhecer um pouco sobre a história québécoise? Compreendemos totalmente, afinal, é muito interessante. Quer saber mais? Continue conosco.

Conheça um pouco sobre a história do Québec: a ‘Nova França’

Mapa da Nova França feito por Samuel de Champlain
Três chefes da nação indígena dos hurões


Então, como contamos acima, o francês Jacques Cartier chamou todo aquele território recém-conquistado de ‘Nova França’. No começo, os franceses não estavam muito interessados em colonizar a região. Alguns parcos comerciantes estabeleceram rotas no Rio São Lourenço e fizeram alianças com os hurões, algonquinos e iroqueses, as tribos indígenas da região. 

Com o tempo, a terra rica e preservada começou a chamar a atenção. Os recursos naturais atraíram muitos europeus e, por volta de 1580, já estavam estabelecidas rotas marítimas, as companhias francesas, com o intuito de transportar os produtos exploratórios para a Europa. 


A ‘Nova França’ abrangia o Canadá e maioria do território dos Estados Unidos e foi chamada assim de 1534 até 1759 – quando as tropas francesas perderam a  batalha travada nas Planícies de Abraão, na cidade de Quebec, para as tropas britânicas.

Vue de la prise de Québec, 13 septembre 1759


Vale ressaltar que nesse meio tempo, em 1608, aconteceu a fundação da cidade de Québec, nome originário da palavra índigena algonquina “Kébec”, cujo significado é  “onde o rio se estreita”. Já a capital Montreal foi fundada em 1642, em um lugar onde já existia um vilarejo de indígenas da nação “iroquois”. 

No entanto, o nome tem origem em francês já que vem da expressão “Mont Royal”, utilizada por Jacques Cartier quando avistou a montanha onde fica a cidade. 

Depois do Tratado de Paris, em 1763, criado para encerrar a Guerra dos Sete Anos, a região passou para o domínio da Grã-Bretanha.

Conheça mais sobre a história do Québec: o famoso Bonaparte

Tratado de Paris 1763

Com o tratado de Paris, de 1763, a França cedeu o território da Nova França para os britânicos. Era a segunda derrota francesa em pouco tempo. Um ano antes, o país já tinha cedido a região de Louisiana, onde residia a maior parte dos francófonos da época da Nova França, à Espanha. 

Assim, o rei Jorge III da Inglaterra alterou o nome da região para Província do Québec. Um fato interessante é que, assim como o Brasil, a história québécoise sofreu influências das conquistas de Napoleão Bonaparte na Europa.

Em 1803, esse mesmo território foi objeto central de um fato denominado como Compra da Louisiana, uma negociação entre o imperador francês e Thomas Jefferson. Apesar de hoje em dia essa região pertencer aos Estados Unidos, ainda é notável a influência da Nova França no local.  

A cidade de New Orleans (Nouvelle-Orléans), por exemplo, é conhecida mundialmente pela música cantada com o sotaque local em francês.

Conheça um pouco sobre a história do Québec: queremos falar francês 

Quando a Inglaterra assumiu o controle do Québec, a maioria das pessoas falava francês – natural depois de tantos anos de dominação da França. Uma das maneiras de controlar um povo é impor seus costumes, língua e religião, por isso, os recém dominadores exigiam que a região fosse anglófona. 

Assim, o período de 1763 até 1960 foi marcado por diversas rebeliões contra os britânicos, como tentativas de resistência à imposição do idioma inglês. A luta e a preservação do direito de falar francês no Canadá é um dos fatos mais bonitos da história do Québec. 

Em uma tentativa de apaziguar a região, os governadores coloniais promulgaram, em 1774, o que ficou conhecido como Ato de Québec. Esse marco histórico proporcionou ao povo quebequense sua primeira Carta de Direitos. 

Isso abriu caminho para o reconhecimento oficial da língua francesa e da cultura francesa na província e também para que os francófonos mantivessem a lei civil francesa e a liberdade religiosa. Esse é um dos primeiros casos da história da humanidade onde a autonomia de escolher no que acreditar foi sancionada pelo Estado.

Outra curiosidade é que são utilizados dois modelos de sistema jurídico: o direito civil francês (usado no Brasil) se aplica nas questões e litígios civis e a Common Law, a lei britânica aplicada nas questões criminais. Essa última, é a utilizada pelo resto do Canadá. 

Conheça um pouco sobre a história do Québec: os plebiscitos de independência

Bandeira do Québec


As relações tensas entre os anglófonos e os francófonos no Canadá chegaram, por duas vezes na história, a um ponto muito tenso. Em 1980 e em 1995, o Parti Québécois, dirigido pelo político René Lévesque, organizou dois plebiscitos para decidir se a província do Québec tornaria-se independente.


Em 1980, 60% da população do Quebec rejeitou a proposta e decidiu ficar na federação canadense. Em 1995, o resultado do plebiscito foi mais apertado: 50,3% dos quebequenses votaram contra a independência enquanto 49,7% queriam ter o primeiro país francófona América do Norte. Uma diferença de apenas de 45 mil votos…


Atualmente, o Québec é a segunda província mais populosa do Canadá e é a única a ter uma população predominantemente francófona. Exatamente por isso, dentre outros fatores, é um dos destinos mais procurados por quem busca oportunidades de estudar e trabalhar em francês

E tudo isso é mérito do povo quebequense e consequência dessa luta de quase 500 anos atrás. Legal, né? Agora que você conhece um pouco mais sobre a história do Québec, que tal se aventurar na aprendizagem dessa língua que tanto encanta? 

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Dicas de livros para ler o francês québécois

Postado por:École Québecem:18/09/2020

A literatura québécoise é uma maneira de acessar a cultura e a sociedade do Québec e, de quebra, ainda aprender as nuances do francês da província

Conheça livros para ler o francês québécois aqui nesse post. Afinal, “Memorizar palavras não é uma opção se você quer alcançar a excelência”, afirmou o húngaro Balázs Csigi, fluente em sete línguas. Para ele, aprender um idioma está muito além que simplesmente decorar expressões e aplicá-las no dia a dia. 

O poliglota acredita que o processo de aprendizagem é muito mais fácil se a pessoa fizer uma verdadeira imersão na cultura do país. “Em vez de aprender pela repetição, você precisa ir além da superfície e desvelar a cultura escondida atrás de cada palavra e expressão”, afirmou.

No entanto, como conhecer mais sobre a cultura québécoise se estamos aqui no Brasil? Uma das maneiras de quebrar barreiras geográficas e aproximar-se do Québec é explorar a literatura! 

Nada como um bom livro para acessar as características e a estrutura da sociedade do Québec e, de quebra, ainda aprender as nuances do francês da província. Separamos abaixo algumas dicas de obras escritas por autores e autoras québécois. Confira!

5 livros para ler em francês québécois

Todos sabemos que a leitura é extremamente importante. É fundamental para a nossa formação e uma forma interessante de conhecer outras culturas sem sair do lugar. Você pode conhecer o mundo inteiro apenas mergulhando nas páginas de um bom livro.

Ler oferece benefícios incríveis como desenvolver o senso crítico, analisar  outros pontos de vista, visualizar fatos por meio dos olhos de outra pessoa e…aprender um idioma novo. 

A leitura amplia a capacidade de observação, interpretação, síntese e comparação. Por isso, ler autores e autoras québécois é altamente recomendável tanto para estimular a leitura, quanto para ajudar a desenvolver as nuances do francês. 

Abaixo, listamos cinco livros para aprender mais sobre o país e idiomas.

L’histoire de PI (Yann Martel)



Uma família indiana com dificuldades financeiras extremas resolve mudar-se para o Canadá. Donos de um jardim zoológico na Índia, fazem a travessia de barco justamente para conseguir transportar os animais. No meio do trajeto, acontece um naufrágio e o protagonista, Pi, sobrevive em bote com a companhia de um tigre, uma hiena, um orangotango e uma zebra.

O romance de aventura e fantasia, escrito por Yann Martel e inspirado na obra Max e os Felinos, do escritor gaúcho Moacyr Scliar, foi publicado pela primeira vez em 2001. Foi adaptado para o cinema em 2012.

Mauvaise Foi (Marie Laberge)



Neste romance policial trágico e poderoso, com pitadas de humor ácido, a autora Marie Laberge explora as profundezas da alma. Em 1985, em uma pacífica aldeia de Sainte-Rose-du-Nord, uma mulher amada e respeitada por todos é brutalmente assassinada. 

Uma pessoa é acusada, presa e sentenciada à prisão perpétua. Vinte e dois anos depois, um parente do suposto criminoso busca a ajuda do comissário francês Patrice Durand e a detetive Vicky Barbeau com novas informações sobre o crime. 

Les clés du Paradise (Michel Tremblay)



Em 1930, no centro de Montreal, o Paradise era um clube reservado para homossexuais –  na linguagem codificada da época, “garotos velhos”. Edward pretende fazer uma estreia triunfal na noite quando completar 18 anos. No entanto, não será como ele mesmo e sim, travestido em Duquesa de Langeais.

No sétimo volume de La Diaspora des Desrosiers, Michel Tremblay narra com humor, o conflito interno de Edward na descoberta, desenvolvimento e construção da travesti. O arco narrativo do protagonista, além de muito rico e interessante, é essencial para conhecer a fundo um dos mais cativantes personagens da famosa série. 

La déesse des mouches à feu (Geneviève Petterson)



O ano é 1996, a cidade Chicoutimi-Nord, a trilha sonora é o punk rock. Catherine é uma jovem com cabelo à la Mia Wallace e botas vermelhas, atravessando os conflitos internos da fase adolescente. No seu aniversário de 16 anos presencia seus pais se separarem após uma violenta discussão. 

No entanto, a jovem mantém-se inerte aos acontecimentos, absorta com suas novas experiências, com a primeira paixão e com a rebeldia típica da juventude.

Chercher Sam (Sophie Bienvenue)



O morador de rua Mathieu vasculha os becos de Montreal em busca de seu cachorro Sam. A procura intensa desencadeia uma dolorosa volta ao passado e aos motivos que o levaram a morar nas ruas.  Uma obra que instiga o exercício da perspectiva humana sobre o caráter do protagonista, sua condição e sobre os nossos julgamentos.

Pronto! Agora você tem dicas de cinco livros em mãos. São obras clássicas e contemporâneas que ajudarão a conhecer mais sobre a cultura, a geografia, a  estrutura e os conflitos sociais do Québec. De quebra, ainda irá aprender o francês québécois.

Para finalizar, uma dica final: se, por acaso, os livros não são a sua praia, você pode explorar os jornais e as atualidades. O jornal La Presse, é o jornal francófono mais antigo da América do Norte e se tornou recentemente, um jornal digital chamado La Presse+, completamente gratuito nos tablets. Para ver a sociedade quebequense através dos olhos originais e as vezes ácidos e engraçados, a revista Urbania não precisa de apresentação por ser muito conhecida pelos quebequenses.

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Como adaptar-se ao inverno do Québec? Conheça essas dicas essenciais

Postado por:École Québecem:11/09/2020

Com essas dicas e orientações, será mais fácil descobrir como adaptar-se ao inverno do Québec. Saiba mais!

Como adaptar-se ao inverno do Québec? Agasalhe-se bem, mantenha a sua mente ocupada e ativa, extraia o melhor da situação e usufrua da experiência!

Você deve saber que o Québec fica localizado no hemisfério Norte e, por isso, é um local que registra temperaturas abaixo de zero a maior parte do ano. Quem nunca passou pela experiência de residir em terras geladas pode realmente assustar-se com o inverno québécois. É normal. No entanto, controlar esse receio é justamente o primeiro passo para adaptar-se às temperaturas mais baixas. Mudar o modo de pensar é necessário para encarar o frio e entrar de cabeça na vivência no Québec. 

Com algumas orientações básicas, pensamento positivo e abertura ao novo, você não apenas vai sobreviver ao inverno como vai desfrutar dos prazeres do frio quase polar. Acredite, é uma vivência inesquecível. 

Aqui nesse post, vamos dar algumas dicas de como adaptar-se ao inverno do Québec. Para isso, contamos com o relato e bagagem de vida de três ex-alunos da École Québec: Monique, Juliana e Vinicius.

Vamos lá?

Dicas essenciais para adaptar-se ao inverno do Québec

1- Compre roupas adequadas

A cabofriense Monique Caetano, residente no Québec faz sete anos, enfrentou dificuldade logo nos primeiros dias de neve. Era desconfortável enfrentar o frio, diariamente, para passear e brincar na neve com a cachorrinha Plié.

“Meus primeiros dias foram a árduos porque eu não tinha um bom casaco e  botas adequadas para o frio canadense”, conta. No entanto, as coisas melhoraram muito quando Monique comprou roupas adequadas. “Aprendi a me vestir de acordo com a temperatura, eu saio de casa para passear mesmo que faça -30o C! O segredo é agasalhar-se bem”. 

Ou seja, a primeira dica de como adaptar-se ao inverno do Québec é: invista em roupas de qualidade. Isso inclui comprar um bom casaco, luvas quentinhas, um gorro que cubra bem as orelhas e botas impermeáveis. A tecnologia de tecidos é muito desenvolvida no Canadá, o que permite encontrar vestimentas que protegem muito bem sem serem pesadas demais – nem no corpo, nem no bolso.

Para aqueles mais friorentos, também existe a técnica “cascas de cebola”, que consiste em vestir várias camadas de roupas – uma em cima da outra. E engana-se quem acha que ficar coberto da cabeça aos pés é feio, de mau-gosto ou prova da ausência de estilo. A moda de inverno é criativa, elegante e até mesmo colorida. 

2 – Mantenha-se ativo

Outra dica essencial para enfrentar o frio é manter-se ativo durante a estação. Apesar de, na teoria, o inverno durar três meses, na prática demora no mínimo cinco meses. Por isso, uma das maneira de aproveitar esse período é permanecer em movimento. 

A neve é uma oportunidade de explorar diferentes esportes de inverno, como, por exemplo, a patinação no gelo. Existem muitas possibilidades já que a atividade física é algo presente na cultura canadense: esqui alpino, snowboard, caminhada nos bosques, etc. Para quem não é muito fã dos esportes ao ar livre, outras alternativas são as academias.

Juliana, ex-aluna da École Québec, ainda aproveita a estação para fazer coisas diferentes das que faz no verão, como curtir mais a sua casa, ir em um novo restaurante ou desfrutar do ar fresco em um SPA de inverno.

3 – Relativizar a adversidade

“Informação é a chave para enfrentar qualquer adversidade”, acredita Vinícius de Souza. Antes de imigrar, o ex-aluno da École Québec seguiu as orientações dos instrutores e pesquisou bastante na internet sobre o estilo de vida québécois e já estava preparado para enfrentar esse obstáculo.

Para ele, a adaptação ao frio foi a parte mais fácil da integração ao novo país. “Apesar das baixas temperaturas e das dificuldades relacionadas ao inverno, eu prefiro um dia de -10ºC  no Québec a um de 5ºC no Brasil” reflete. “Aqui, existe uma estrutura de aquecimento para aguentar as temperaturas mais baixas.  É difícil passar frio”, completa.

Chegar no Québec com a mente aberta também foi primordial para encarar a mudança radical de temperatura. Segundo Vinícius, expor-se a situações novas e encarar como uma oportunidade de crescimento pessoal são essenciais para a adaptação. “Superar o desafio do inverno cria vínculos com o Québec. Como sentir-se parte desta terra sem sentir, de fato, o frio?”, analisa.

Como adaptar-se ao inverno do Québec? A melhor dica

Assim, as orientações principais para a pergunta de “como adaptar-se o inverno no Québec” são agasalhar-se bem e ter roupas de qualidade. Também manter a mente ocupada e o corpo ativo para atravessar os meses da estação mais fria. Abra-se a experiência, explore novas possibilidades de esportes e aventuras com a neve como plano de fundo.  

Encare o inverno como uma oportunidade de crescimento, de superação e de criar vínculos com o Québec. Faz parte da experiência. E para finalizar, a melhor dica para sobreviver ao inverno é relativizar as adversidades e lembrar-se das razões que motivaram a imigração. Dá um força extra.

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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