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Conheça sobre a história contemporânea do Québec

Postado por:École Québecem:06/11/2020

Contamos aqui nesse post quais foram os principais fatos da história contemporânea do Québec! Descubra!

A história do Québec difere de outras colonizações realizadas pela França e possui uma narrativa diferenciada até dentro do Canadá. Os fatos históricos, como o Tratado de Paris, de 1763, que passou a ocupação do território dos franceses para os ingleses, desencadearam na criação de uma forte identidade cultural e uma luta constante pela preservação do direito de falar francês.

Mesmo com a retirada da ocupação da França (e a consequente imposição da cultura inglesa), as crenças, valores, costumes e a língua francesa seguiram enraizados no Québec de maneira bem significativa. A luta pela liberdade linguística, religiosa e dos direitos civis marcou profundamente a sociedade québécoise.

Muito do que aconteceu nos últimos anos foi decorrente do sentimento de unidade, identidade entre os indivíduos e preservação da cultura criados a partir de todo esse contexto histórico.

Com essa premissa, aqui nesse post, vamos adentrar na história contemporânea do Québec. Assim, nos aprofundaremos nos fatos que influenciaram os dias atuais. Vamos lá?

Saiba mais sobre a história contemporânea do Québec

Naturalmente, a história do Québec é bem longa. Nesse post, vamos falar o que aconteceu depois da colonização, passando pela Rebelião dos Patriotas, o Domínio do Canadá, a Revolução Tranquila, as Leis de Constituição, os plebiscitos de independência, chegando finalmente ao momento atual.

História contemporânea do Québec: Rebelião dos Patriotas

A luta pela independência do Québec é desencadeada com a reivindicação do direito de falar francês e estende-se para outros protestos. Como usualmente acontece nesses processos, existiram muitas reviravoltas, rebeliões, levantes e sangue para se alcançar uma soberania de Estado. Um desses acontecimentos foi a Rebelião dos Patriotas.

Esse conflito iniciou-se quando as classes média e alta uniram-se contra a opressão exercida pelo imperialismo inglês e fundaram o Partido Patriota, liderado por Louis Joseph Papineau.

No ano de 1837, insurgiram-se contra uma possível fraude eleitoral que daria vitória aos ingleses, fato que desencadeou intensas revoltas populares nas principais cidades da região e, por consequência, em violenta repressão dos órgãos imperialistas.

Com o apoio dos setores médios e da burguesia local, somados a um pequeno setor da classe operária, essa revolta em específico pode ser comparada às revoluções burguesas do século XVII e XVIII. No entanto, nesse caso, em particular, os patriotas foram derrotados.

História contemporânea do Québec: Domínio do Canadá

A revolução burguesa quebequense, inaugurada pela Rebelião dos Patriotas, uniu diversas classes e foi reprimida violentamente, resultando no assassinato de milhares de pessoas, militantes e inocentes. Mas isso não deteve a luta pela independência.

Todo o século XIX foi marcado por intensos confrontos e, em 1867, os ingleses foram obrigados a conceder a organização das colônias em confederações. No entanto, mesmo que tivesse findado o sistema colonial no país, o Canadá ainda mantinha uma forte ligação com o Reino Unido.

Tinha os mesmos chefes de Estado, a bandeira oficial chamava-se Union Jack and the Red Ensign até 1967, o hino do país era o britânico e, até 1982, a Constituição só poderia ser modificada pelo Parlamento Britânico.

Assim, mesmo que a luta do povo quebequense tenha sido fundamental no processo de formação do País, as partes anglófona e a francófona nunca estiveram em posição de igualdade. Isso fez que, logo nos primeiros anos de independência, o Québec registrasse um profundo atraso econômico.

História contemporânea do Québec: ascensão dos conservadores

As províncias inglesas presenciaram um desenvolvimento industrial substancial no século XIX, o que permitiu o crescimento da classe operária e de sua organização política. Isso não aconteceu no Québec.

Esse fato teve um reflexo profundo em eventos posteriores. Sem articulação de classe, a província foi liderada a maior parte do século por um político de extrema-direita chamado Maurice Duplessis.


Após a crise de 1929 e a ascensão de regimes autoritários na Europa, Duplessis rompeu com seu partido e juntou-se à ala direita do Partido Conservador para fundar a União Nacional. Marcado pelas diretrizes fascistas, o político aproveitou dos movimentos de independência do resto do Canadá para chegar ao poder.

Seu primeiro mandato vai de 1936 até 1939, com outro mandato em 1944, após a  Segunda Guerra Mundial, até 1959. Esse último período, em específico, ficou conhecido como Grande Noirceur (A Grande Escuridão). Isso porque, se o Quebec já era mais atrasado em relação ao resto do país, a situação agravou-se com o Governo Duplessis.



Políticas públicas fundamentalmente agrárias desfavoreciam  o desenvolvimento econômico da região. Além disso, o regime autoritário reprimiu as organizações operárias, como sindicatos e movimentos sociais e fortaleceu o papel da Igreja Católica na província, atrelando ao clero o comando da educação, da saúde pública e de outros serviços sociais.

Todo esse contexto não foi muito adiante. No final da década de 1940, começaram a aparecer os sinais de desgaste do governo, revoltas foram amordaçadas e a instabilidade política no Québec aumentou bastante.

História contemporânea do Québec: Revolução Tranquila (1960)

A denominação “A Revolução Tranquila” foi citada pela primeira vez no jornal The Globe and Mail por um autor anônimo. Até hoje, os historiadores não chegaram exatamente a um consenso sobre a data específica do seu início, nem quando de fato terminou.

Isso porque não foi marcada por um dia em particular, como a Revolução Francesa, por exemplo. Foi um movimento iniciado depois de uma série de acontecimentos e aumento da tensão interna.

Como mencionamos anteriormente, o Québec estava em franca desvantagem do resto do Canadá em diversos aspectos. Alguns fatores para isso eram:

  • Sistema senhorial da Nova França, mantido por séculos; 
  • Participação efetiva da Igreja Católica nas políticas públicas; 
  • Controle da manutenção da políticas agrárias, em detrimento da industrialização; 
  • Domínio do clero sobre os serviços essenciais; 
  • Capital de investimento escasso;

Todos esses itens foram combustíveis para greves das classes operárias, como a dos mineiros de Asbestos, em 1949, e movimentos sindicais, como a Recusa Global pelos Automatistas. A imprensa e os fóruns de intelectuais críticos do governo de Duplessis, como o jornal Cité Libre, fomentaram a discussão.

No meio dessa tensão crescente, o falecimento do Maurice Duplessis, em 1959, logo seguida pela súbita morte de seu sucessor Paul Sauvé, foram gatilhos para eleição do Partido Liberal do Québec, liderado por Jean Lesage que tinha como slogan: “Maîtres chez nous” (Donos das nossas terras?)

Assim, iniciou-se um período de rápida transformação social dentro da sociedade do Québec. A Revolução Tranquila é um ponto de referência na história da província e as reformas efetuadas nesse período foram essenciais para desconstruir as estruturas tradicionais da província e introduzir a sociedade québécoise à modernidade.


Dentre elas, podemos destacar:

  • Criação oficial do Ministério da Educação; 
  • Secularização do sistema educacional
  • Grandes investimentos no sistema de ensino público;
  • Nacionalização das empresas elétricas; 
  • Criação de instituições públicas; 
  • Código Trabalhista garantindo direito à greve; 
  • Divisão igualitária de bens entre cônjuges; 
  • Melhoria no nível de instrução da população;

O Québec de hoje, uma social-democracia igualitária onde o bem comum passa na frente do enriquecimento pessoal vem dessa famosa Revolução tranquila.

História contemporânea do Québec: agora Québécois(es)

Como explicado, a Revolução Tranquila acarretou múltiplas reformas que resultaram na transformação do discurso nacionalista do Québec e criou um elevado senso de identidade e de capacidade nacional.


Foi durante esse movimento que os franco-canadenses viraram québécois(es), gerando um sentimento de nacionalismo e a busca mais ativa da autonomia política. Essa premissa, inclusive, contextualiza porque o Québec se recusou a assinar a Constituição de 1982.

Hoje em dia, a lei suprema no Canadá é constituída por dois principais documentos:  a Lei da Constituição de 1867 e Lei da Constituição de 1982, a qual inclui a Lei da América do Norte Britânica e a Carta Canadense de Direitos e Liberdades.

Essa última foi assinada pela rainha e o primeiro-ministro, Pierre Elliot Trudeau, no entanto, o Québec recusou-se a assinar devido às percepções que as mudanças constitucionais propostas iriam inviabilizar os mecanismos de proteção à língua e à cultura.

Para resguardar-se do direito preserva sua identidade, a província exige que sejam acrescentados dois pontos principais na lei:

  1. O Québec é uma sociedade distinta do restante do País;
  2. E por isso, precisa ter autonomia para barrar modificações na Constituição ou nas leis federais que poderiam ameaçar a existência e a sobrevivência do francês no Canadá.

Porém, mesmo sem o consentimento da província, a emenda constitucional entrou em vigor mesmo. Até os dias atuais, a adesão à Constituição é um tema recorrente na política canadense e do Québec.

História contemporânea do Québec: Status Quo

Dentro desse contexto legal, um ponto que merece destaque é a Loi 101 (Lei 101), que define os direitos linguísticos de todos os cidadãos do Québec e determina o francês como língua oficial da província.

A autonomia do Québec, a identidade francófona, as diferenças das outras regiões e as particularidades da sua história permeiam a discussão sobre a soberania da província e a sua separação do Canadá. Foram realizados dois referendos, em 1980 e 1995 sobre essa questão.

No último, houve adesão de 90% da população e a diferença foi muito pequena (50,6% votaram contra, e 49,4% votaram a favor). A realização de novos referendos, inclusive, são temas de campanhas eleitorais até os dias de hoje.

Essa foi uma história longa e ficamos contentes de vocês terem chegado até o final. Agora, conhecem mais sobre as estruturas da sociedade do Québec e conseguem compreender algumas nuances sobre a província, a cultura e a língua francesa! 

Por exemplo, agora você entendeu  porque a seção gramatical do material didático exclusivo da École Québec chama Point 101! 😉 Inclusive,  vamos conversar mais sobre isso em um próximo post! Fique atento!

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo!

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Saiba quais são as principais festividades do Québec

Postado por:École Québecem:30/10/2020

Festividades do Québec: curiosidades sobre eventos da província

Quer conhecer mais sobre as festividades do Québec? Descubra aqui quais são os festivais que animam a província! 

Quais são as principais festividades do Québec? A resposta para essa pergunta seria uma lista bem comprida.

A província, localizada no Canadá, teve um processo de colonização diferenciado do resto do País. Por isso, as festividades locais possuem duas características bem marcantes: primeiro, refletem costumes únicos, espelhados na preservação da cultura francófona. Segundo, possuem uma mescla entre o histórico e o contemporâneo o que enriquece a cultura québécoise.

Fora isso, a província acolhe diferentes povos e tradições, tornando-se um verdadeiro polo multicultural. Todos esses fatores combinados fazem do Québec um lugar tão acolhedor quanto intrigante. 

Aqui nesse post, vamos comentar sobre cinco grandes festividades do Québec! Assim, além de conhecer mais a fundo sobre a sociedade e cultura do País, você já seleciona quais se identifica mais para frequentar quando estiver morando ou visitando a província!

Conheça mais sobre cinco festividades do Québec

A maioria das pessoas conhece ou já ouviu falar de La Fête du Canada, o Dia Nacional do Canadá, um feriado comemorado no dia 01 de julho que celebra o decreto do Ato Constitucional de 1867. Esse ano foi um importante marco  para o processo de independência do país.

Mas, como mencionamos acima, a província do Québec teve uma colonização diferente e possui uma cultura muito diversa o que reflete diretamente nas principais festas. Abaixo, vamos comentar sobre cinco festividades do Québec.

Festival Montréal en Lumière

Montreal é uma das cidades mais agitadas do Canadá. Principalmente quando estamos falando sobre cultura e gastronomia. Por isso, o Montreal en Lumière é considerado um dos mais conceituados festivais de inverno do hemisfério norte.

O evento nasceu como uma maneira de trazer vida para a cidade durante os dias frios. Mesmo com as baixas temperaturas, logo na primeira edição, em 2000, a festa contou com a participação de mais de 200 mil visitantes.

Uma parte do sucesso deve-se à agenda cultural, repleta de shows e atividades que tomam as ruas na época. Outro fator chave é a Nuit Blanche, a Noite Branca, o ponto alto do festival. Nessa noite especial, uma série de eventos temáticos acontecem simultaneamente em nove pontos da cidade. É algo realmente inesquecível!

IglooFest

Para quem gosta de música eletrônica, o IglooFest, conhecido como o festival de música mais frio do mundo, é uma boa pedida. O evento acontece no cais Jacques-Cartier e reúne nomes de peso do cenário internacional durante nove noites. 

Uma característica marcante desse festival é a ambientação. Cada edição é pensada com o intuito de transformar as noites em uma experiência divertida, luminosa e inesquecível.

Outra singularidade é que é um evento desenhado para acolher todas as faixas etárias. Algumas edições estenderam-se por mais de um mês ao contarem com atividades familiares gratuitas. Isso o torna uma das principais festividades do Québec.

Festival International de Jazz de Montreal

Ao contrário dos dois eventos citados anteriormente, o Festival Internacional de Jazz de Montreal acontece no verão, na Quartier des Spectacles, uma praça ampla e harmoniosa localizada no centro da cidade. 

Lá é montada a estrutura acústica para receber os músicos internacionais que tocam para o público, gratuitamente, por 12 horas diárias ininterruptas. Toda essa magnitude faz com que o Festival International de Jazz de Montréal seja sucesso absoluto há 40 anos.

Hoje em dia, é uma das festividades do Québec mais conhecida internacionalmente, recebendo pessoas de todos os lugares e consagrada pelo Livro dos Recordes como o maior festival de jazz do mundo. 

Festival Juste pour rire

Além de música eletrônica, inverno, luzes e jazz, o Québec é conhecido mundialmente pela comédia e pela forma irreverente de ver a vida. As chamadas “pegadinhas silenciosas”, criadas em 1984, continuam sendo gravadas e exibidas em mais de 140 países.

Por isso, nada mais justo do que sediar um festival voltado exclusivamente para fazer as pessoas rirem. Essa é a tônica do Juste pour rire, evento que reúne shows de comediantes, em diversos formatos e estilos.

Essa variedade de opções humorísticas, o elenco premiado e os preços acessíveis tornaram o festival, juntamente com o semelhante em inglês Just For Laughs, como referência de eventos humorísticos no mundo.

Em 2020, em decorrência da pandemia, a festividade adotou uma fórmula híbrida com transmissão dos shows online. Isso foi marcante para as pessoas que assistiram, principalmente, porque trouxe alívio para superar o isolamento e os desafios desse momento único.

Carnaval de Québec

Enquanto nós brasileiros acharíamos muito estranho um Carnaval no frio, lá no Québec isso é considerado absolutamente normal. Pelo contrário, a temperatura é uma das razões para o sucesso do evento. Cerca de um milhão de pessoas saem às ruas em pleno inverno para festejar a data.

Um evento amplo e diverso, configurado para atender todas as idades e gostos, com uma vasta programação que inclui desfiles, queima de fogos, competições esportivas e shows.

Além das inúmeras atrações, o Carnaval do Québec conta com bebidas e comidas típicas (como famoso Caribou, uma mistura de vinho tinto, uísque e Maple Syrup) o que atrai diversos foliões do mundo todo.

O ponto alto da festa é o desfile nas ruas da Haute Ville com a presença do Bonhomme Carnaval, o mascote, embaixador e líder da festa.

Festividades do Québec: experiências únicas

De jazz a música eletrônica. Para desfrutar da comida e bebida, do ar fresco do inverno, para dançar, rir e se divertir. Essas festividades do Québec são eventos reconhecidos mundialmente e que levam multidões às ruas de Montreal e de outras localidades da província todos os anos.

Cada uma possui suas particularidades e também pontos em comum como programação diversa, multicultural e pensada para acolher a todos. Assim, tornam-se experiências tão únicas quanto o próprio Québec.

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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Conheça 5 livros em francês para iniciantes

Postado por:École Québecem:16/10/2020

Aprender francês é muito mais fácil na companhia de um bom livro. Conheça aqui cinco dicas para iniciantes!

Vamos contar aqui dicas de livros em francês para iniciantes! Já que pássaros têm asas. Pessoas têm livros. Nada como as páginas de uma boa leitura para te transportar além do tempo e do espaço, mostrando novas ideias e diferentes culturas. Uma das maneiras de conhecer mais acerca de um país é entrar de cabeça na literatura do local. 

Figuras de linguagem, descrição de lugares, comportamento, histórias, pensamentos… todos esses elementos estão presente nas linhas de uma narrativa. Por isso, para aprender mais sobre um país, é recomendável ler autores e autoras nacionais. E, claro, de quebra você ainda conhece as nuances do idioma, no nosso caso, o francês québécois.

Está começando a aprender agora? Fique tranquilo! O livro acolhe, conforta, mostra um mundo inteiro apenas ao abrir a capa. Existem diversos tipos, para todos os gostos e linguagens.

Aqui nesse post, separamos cinco indicações de livros para iniciantes e onde encontrá-los facilmente, seja pegando emprestado ou baixando em bibliotecas virtuais de domínio público. Preparados para se perder nas páginas? 

Dicas de 5 livros em francês para iniciantes

Uma das maiores dificuldades dos nossos alunos é encontrar livros em francês para comprar, e ainda, por um preço justo. Por isso, separamos abaixo uma lista com algumas indicações interessantes, não apenas pela linguagem voltada para iniciantes como pela acessibilidade às obras. 

1 – Antologia de fábulas no Québec


Fábulas são histórias curtas, em prosa ou em versos, onde os protagonistas são animais com características humanas. São muito presentes na literatura infantil de quase todos os países porque possuem um caráter educativo, uma vez que uma moral é apresentada no final da narrativa.

Esse livro é uma antologia que reúne fábulas de escritores québécois como Adolphe Marsais, David Benjamin Viger, L. Pamphile Le May e Félix-Gabriel Marchand. É um compilado interessante de cerca de 80 fábulas ambientadas na província e contada para as crianças no decorrer dos últimos 300 anos. 

Você pode baixar gratuitamente aqui nesse link.

2- Fábulas para minhas crianças


Como mencionamos no item anterior, fábulas são ótimas para aprender um idioma porque são simples, populares, mostram uma lição educativa e, de quebra, são divertidas. Por isso, indicamos esse segundo livro de fábulas escrito por P.M. Curtil, uma reprodução fiel de uma obra publicada antes de 1920.

Hoje em dia, essa versão faz parte de uma coleção de livros impressos editada pela Hachette Livre, em parceria com a Bibliotheque Nationale de France.

Acesse o livro gratuitamente aqui nesse PDF.

3- Le Petit Tabarnak


Le Petit Tabarnak conta a narrativa de Jules, uma criança curiosa que juntamente com seu grupo de amigos quer descobrir o significado da palavra “tabarnak”. Afinal, é um palavrão feio que não deve ser pronunciado. Mas qual a sua origem? E porque tanto mistério em cima de uma simples junção de letras? 

Embarque nessa aventura sobre o significado de certas palavras e a cultura religiosa do Québec. Uma história contada por palavras e, sobretudo, com imagens. É um livro lindo, escrito e desenhado por Jacques Goldstyn. Nascido em 1958, o autor e ilustrador de livros infantis québécois, recebeu duas vezes o Prêmio Biblioteca de Montreal pela beleza da sua obra.

4 – Paul à la campagne


Essa história em quadrinhos é uma obra semi-autobiográfica cheia de sensibilidade, escrita e ilustrada por Michel Rabagliati.

O livro possui duas narrativas conduzidas pela nostalgia da infância do jovem Paul. Na primeira, o narrador retorna às memórias das férias de sua infância e relembra momentos importantes da sua juventude. Os flashbacks são inúmeros, e também ligados ao presente, pela presença de Alice, filha de Paul. 

A segunda relata a visita do jovem Paul à tipografia onde seu pai trabalhava.  

Em meio a descobertas e momentos de êxtase, o protagonista relembra com ternura e afeto, os momentos da relação entre o pai e filho.

5. Paul à Québec


Esse é mais um livro da novela gráfica “Paul”, escrito e ilustrado por Michel Rabagliati. Desde 1988, os quadrinhos do autor revolucionam a arte no Québec e, por isso, já foram laureados por reconhecidos prêmios do segmento.

Nessa história em particular, Paul e Lucie são um casal feliz que luta para lidar com o diagnóstico de câncer pancreático terminal do pai de Lucie, Roland. É uma narrativa sensível, com muita vitalidade e detalhes sobre a influência da cultura do Québec. O livro foi adaptado para o cinema em 2015, um filme dirigido por François Bouvier. 

Para finalizar, guarde com cuidado os seguintes links como “favorito” no seu navegador. São sites ideais para baixar obras literárias e outros materiais que podem ajudar na sua aprendizagem, inclusive com obras de domínio público no Québec: 

Chegamos ao final do post! Aqui temos cinco indicações incríveis de livros em francês para iniciantes! Agora, você pode adentrar na cultura québécoise por meio das palavras e desenhos presentes nessas páginas. Espero que tenhamos ajudado! Até a próxima! 

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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Conheça um pouco sobre a história do Québec

Postado por:École Québecem:02/10/2020

Saiba quais foram os principais fatos que marcaram a história do Québec e como a província resistiu à imposição da língua inglesa e resguardou o direito de falar francês

Vamos contar mais sobre a história do Québec aqui nesse post. Você deve ter aprendido na escola que o Brasil começou a ser moldado como uma sociedade ocidental depois da chegada do português Pedro Álvares Cabral, em Porto Seguro, na Bahia, em 1500.

Da mesma maneira, a história do Québec e do Canadá é marcada pela chegada de colonizadores europeus na América do Norte. Primeiramente, foram dois colonizadores italianos contratados tanto pela coroa britânica, quanto pela coroa francesa. 

Em 1497, o explorador italiano Giovanni Caboto (Jean Cabot em francês), chegou em Terra-Nova (Terre-Neuve em francês) achando ter chegando na Ásia. Apropriou-se do território “asiatico”, em nome do rei britânico Henrique VII , e voltou para Londres sem nenhuma intenção de colonizar a região. 

Depois, em 1524, outro explorador italiano, Giovanni de Verrazzano, chegou na mesma costa leste e nomeou as terras recém descobertas como Francesca – em homenagem a Francisco I da França. Mais uma vez, sem nenhum esforço de colonização e ocupação do território.

Jacques Cartier


Dez anos mais tarde, o francês Jacques Cartier cravou uma cruz na península de Gaspé e reivindicou as terras em nome do rei da França. Posteriormente, fez o mesmo com a Ilha de Montreal e nomeou aquele território recém descoberto pelos europeus de “Nova França”.

Essas três figuras marcaram os primórdios da colonização da região onde fica o Québec. Inclusive, a cidade de Gaspé, existe até hoje. Possui 14 mil habitantes e é uma das mais antigas da América do Norte.

Gostou de conhecer um pouco sobre a história québécoise? Compreendemos totalmente, afinal, é muito interessante. Quer saber mais? Continue conosco.

Conheça um pouco sobre a história do Québec: a ‘Nova França’

Mapa da Nova França feito por Samuel de Champlain
Três chefes da nação indígena dos hurões


Então, como contamos acima, o francês Jacques Cartier chamou todo aquele território recém-conquistado de ‘Nova França’. No começo, os franceses não estavam muito interessados em colonizar a região. Alguns parcos comerciantes estabeleceram rotas no Rio São Lourenço e fizeram alianças com os hurões, algonquinos e iroqueses, as tribos indígenas da região. 

Com o tempo, a terra rica e preservada começou a chamar a atenção. Os recursos naturais atraíram muitos europeus e, por volta de 1580, já estavam estabelecidas rotas marítimas, as companhias francesas, com o intuito de transportar os produtos exploratórios para a Europa. 


A ‘Nova França’ abrangia o Canadá e maioria do território dos Estados Unidos e foi chamada assim de 1534 até 1759 – quando as tropas francesas perderam a  batalha travada nas Planícies de Abraão, na cidade de Quebec, para as tropas britânicas.

Vue de la prise de Québec, 13 septembre 1759


Vale ressaltar que nesse meio tempo, em 1608, aconteceu a fundação da cidade de Québec, nome originário da palavra índigena algonquina “Kébec”, cujo significado é  “onde o rio se estreita”. Já a capital Montreal foi fundada em 1642, em um lugar onde já existia um vilarejo de indígenas da nação “iroquois”. 

No entanto, o nome tem origem em francês já que vem da expressão “Mont Royal”, utilizada por Jacques Cartier quando avistou a montanha onde fica a cidade. 

Depois do Tratado de Paris, em 1763, criado para encerrar a Guerra dos Sete Anos, a região passou para o domínio da Grã-Bretanha.

Conheça mais sobre a história do Québec: o famoso Bonaparte

Tratado de Paris 1763

Com o tratado de Paris, de 1763, a França cedeu o território da Nova França para os britânicos. Era a segunda derrota francesa em pouco tempo. Um ano antes, o país já tinha cedido a região de Louisiana, onde residia a maior parte dos francófonos da época da Nova França, à Espanha. 

Assim, o rei Jorge III da Inglaterra alterou o nome da região para Província do Québec. Um fato interessante é que, assim como o Brasil, a história québécoise sofreu influências das conquistas de Napoleão Bonaparte na Europa.

Em 1803, esse mesmo território foi objeto central de um fato denominado como Compra da Louisiana, uma negociação entre o imperador francês e Thomas Jefferson. Apesar de hoje em dia essa região pertencer aos Estados Unidos, ainda é notável a influência da Nova França no local.  

A cidade de New Orleans (Nouvelle-Orléans), por exemplo, é conhecida mundialmente pela música cantada com o sotaque local em francês.

Conheça um pouco sobre a história do Québec: queremos falar francês 

Quando a Inglaterra assumiu o controle do Québec, a maioria das pessoas falava francês – natural depois de tantos anos de dominação da França. Uma das maneiras de controlar um povo é impor seus costumes, língua e religião, por isso, os recém dominadores exigiam que a região fosse anglófona. 

Assim, o período de 1763 até 1960 foi marcado por diversas rebeliões contra os britânicos, como tentativas de resistência à imposição do idioma inglês. A luta e a preservação do direito de falar francês no Canadá é um dos fatos mais bonitos da história do Québec. 

Em uma tentativa de apaziguar a região, os governadores coloniais promulgaram, em 1774, o que ficou conhecido como Ato de Québec. Esse marco histórico proporcionou ao povo quebequense sua primeira Carta de Direitos. 

Isso abriu caminho para o reconhecimento oficial da língua francesa e da cultura francesa na província e também para que os francófonos mantivessem a lei civil francesa e a liberdade religiosa. Esse é um dos primeiros casos da história da humanidade onde a autonomia de escolher no que acreditar foi sancionada pelo Estado.

Outra curiosidade é que são utilizados dois modelos de sistema jurídico: o direito civil francês (usado no Brasil) se aplica nas questões e litígios civis e a Common Law, a lei britânica aplicada nas questões criminais. Essa última, é a utilizada pelo resto do Canadá. 

Conheça um pouco sobre a história do Québec: os plebiscitos de independência

Bandeira do Québec


As relações tensas entre os anglófonos e os francófonos no Canadá chegaram, por duas vezes na história, a um ponto muito tenso. Em 1980 e em 1995, o Parti Québécois, dirigido pelo político René Lévesque, organizou dois plebiscitos para decidir se a província do Québec tornaria-se independente.


Em 1980, 60% da população do Quebec rejeitou a proposta e decidiu ficar na federação canadense. Em 1995, o resultado do plebiscito foi mais apertado: 50,3% dos quebequenses votaram contra a independência enquanto 49,7% queriam ter o primeiro país francófona América do Norte. Uma diferença de apenas de 45 mil votos…


Atualmente, o Québec é a segunda província mais populosa do Canadá e é a única a ter uma população predominantemente francófona. Exatamente por isso, dentre outros fatores, é um dos destinos mais procurados por quem busca oportunidades de estudar e trabalhar em francês

E tudo isso é mérito do povo quebequense e consequência dessa luta de quase 500 anos atrás. Legal, né? Agora que você conhece um pouco mais sobre a história do Québec, que tal se aventurar na aprendizagem dessa língua que tanto encanta? 

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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Dicas de livros para ler o francês québécois

Postado por:École Québecem:18/09/2020

A literatura québécoise é uma maneira de acessar a cultura e a sociedade do Québec e, de quebra, ainda aprender as nuances do francês da província

Conheça livros para ler o francês québécois aqui nesse post. Afinal, “Memorizar palavras não é uma opção se você quer alcançar a excelência”, afirmou o húngaro Balázs Csigi, fluente em sete línguas. Para ele, aprender um idioma está muito além que simplesmente decorar expressões e aplicá-las no dia a dia. 

O poliglota acredita que o processo de aprendizagem é muito mais fácil se a pessoa fizer uma verdadeira imersão na cultura do país. “Em vez de aprender pela repetição, você precisa ir além da superfície e desvelar a cultura escondida atrás de cada palavra e expressão”, afirmou.

No entanto, como conhecer mais sobre a cultura québécoise se estamos aqui no Brasil? Uma das maneiras de quebrar barreiras geográficas e aproximar-se do Québec é explorar a literatura! 

Nada como um bom livro para acessar as características e a estrutura da sociedade do Québec e, de quebra, ainda aprender as nuances do francês da província. Separamos abaixo algumas dicas de obras escritas por autores e autoras québécois. Confira!

5 livros para ler em francês québécois

Todos sabemos que a leitura é extremamente importante. É fundamental para a nossa formação e uma forma interessante de conhecer outras culturas sem sair do lugar. Você pode conhecer o mundo inteiro apenas mergulhando nas páginas de um bom livro.

Ler oferece benefícios incríveis como desenvolver o senso crítico, analisar  outros pontos de vista, visualizar fatos por meio dos olhos de outra pessoa e…aprender um idioma novo. 

A leitura amplia a capacidade de observação, interpretação, síntese e comparação. Por isso, ler autores e autoras québécois é altamente recomendável tanto para estimular a leitura, quanto para ajudar a desenvolver as nuances do francês. 

Abaixo, listamos cinco livros para aprender mais sobre o país e idiomas.

L'histoire de PI (Yann Martel)



Uma família indiana com dificuldades financeiras extremas resolve mudar-se para o Canadá. Donos de um jardim zoológico na Índia, fazem a travessia de barco justamente para conseguir transportar os animais. No meio do trajeto, acontece um naufrágio e o protagonista, Pi, sobrevive em bote com a companhia de um tigre, uma hiena, um orangotango e uma zebra.

O romance de aventura e fantasia, escrito por Yann Martel e inspirado na obra Max e os Felinos, do escritor gaúcho Moacyr Scliar, foi publicado pela primeira vez em 2001. Foi adaptado para o cinema em 2012.

Mauvaise Foi (Marie Laberge)



Neste romance policial trágico e poderoso, com pitadas de humor ácido, a autora Marie Laberge explora as profundezas da alma. Em 1985, em uma pacífica aldeia de Sainte-Rose-du-Nord, uma mulher amada e respeitada por todos é brutalmente assassinada. 

Uma pessoa é acusada, presa e sentenciada à prisão perpétua. Vinte e dois anos depois, um parente do suposto criminoso busca a ajuda do comissário francês Patrice Durand e a detetive Vicky Barbeau com novas informações sobre o crime. 

Les clés du Paradise (Michel Tremblay)



Em 1930, no centro de Montreal, o Paradise era um clube reservado para homossexuais –  na linguagem codificada da época, “garotos velhos”. Edward pretende fazer uma estreia triunfal na noite quando completar 18 anos. No entanto, não será como ele mesmo e sim, travestido em Duquesa de Langeais.

No sétimo volume de La Diaspora des Desrosiers, Michel Tremblay narra com humor, o conflito interno de Edward na descoberta, desenvolvimento e construção da travesti. O arco narrativo do protagonista, além de muito rico e interessante, é essencial para conhecer a fundo um dos mais cativantes personagens da famosa série. 

La déesse des mouches à feu (Geneviève Petterson)



O ano é 1996, a cidade Chicoutimi-Nord, a trilha sonora é o punk rock. Catherine é uma jovem com cabelo à la Mia Wallace e botas vermelhas, atravessando os conflitos internos da fase adolescente. No seu aniversário de 16 anos presencia seus pais se separarem após uma violenta discussão. 

No entanto, a jovem mantém-se inerte aos acontecimentos, absorta com suas novas experiências, com a primeira paixão e com a rebeldia típica da juventude.

Chercher Sam (Sophie Bienvenue)



O morador de rua Mathieu vasculha os becos de Montreal em busca de seu cachorro Sam. A procura intensa desencadeia uma dolorosa volta ao passado e aos motivos que o levaram a morar nas ruas.  Uma obra que instiga o exercício da perspectiva humana sobre o caráter do protagonista, sua condição e sobre os nossos julgamentos.

Pronto! Agora você tem dicas de cinco livros em mãos. São obras clássicas e contemporâneas que ajudarão a conhecer mais sobre a cultura, a geografia, a  estrutura e os conflitos sociais do Québec. De quebra, ainda irá aprender o francês québécois.

Para finalizar, uma dica final: se, por acaso, os livros não são a sua praia, você pode explorar os jornais e as atualidades. O jornal La Presse, é o jornal francófono mais antigo da América do Norte e se tornou recentemente, um jornal digital chamado La Presse+, completamente gratuito nos tablets. Para ver a sociedade quebequense através dos olhos originais e as vezes ácidos e engraçados, a revista Urbania não precisa de apresentação por ser muito conhecida pelos quebequenses.

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo!

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Como adaptar-se ao inverno do Québec? Conheça essas dicas essenciais

Postado por:École Québecem:11/09/2020

Com essas dicas e orientações, será mais fácil descobrir como adaptar-se ao inverno do Québec. Saiba mais!

Como adaptar-se ao inverno do Québec? Agasalhe-se bem, mantenha a sua mente ocupada e ativa, extraia o melhor da situação e usufrua da experiência!

Você deve saber que o Québec fica localizado no hemisfério Norte e, por isso, é um local que registra temperaturas abaixo de zero a maior parte do ano. Quem nunca passou pela experiência de residir em terras geladas pode realmente assustar-se com o inverno québécois. É normal. No entanto, controlar esse receio é justamente o primeiro passo para adaptar-se às temperaturas mais baixas. Mudar o modo de pensar é necessário para encarar o frio e entrar de cabeça na vivência no Québec. 

Com algumas orientações básicas, pensamento positivo e abertura ao novo, você não apenas vai sobreviver ao inverno como vai desfrutar dos prazeres do frio quase polar. Acredite, é uma vivência inesquecível. 

Aqui nesse post, vamos dar algumas dicas de como adaptar-se ao inverno do Québec. Para isso, contamos com o relato e bagagem de vida de três ex-alunos da École Québec: Monique, Juliana e Vinicius.

Vamos lá?

Dicas essenciais para adaptar-se ao inverno do Québec

1- Compre roupas adequadas

A cabofriense Monique Caetano, residente no Québec faz sete anos, enfrentou dificuldade logo nos primeiros dias de neve. Era desconfortável enfrentar o frio, diariamente, para passear e brincar na neve com a cachorrinha Plié.

“Meus primeiros dias foram a árduos porque eu não tinha um bom casaco e  botas adequadas para o frio canadense”, conta. No entanto, as coisas melhoraram muito quando Monique comprou roupas adequadas. “Aprendi a me vestir de acordo com a temperatura, eu saio de casa para passear mesmo que faça -30o C! O segredo é agasalhar-se bem”. 

Ou seja, a primeira dica de como adaptar-se ao inverno do Québec é: invista em roupas de qualidade. Isso inclui comprar um bom casaco, luvas quentinhas, um gorro que cubra bem as orelhas e botas impermeáveis. A tecnologia de tecidos é muito desenvolvida no Canadá, o que permite encontrar vestimentas que protegem muito bem sem serem pesadas demais – nem no corpo, nem no bolso.

Para aqueles mais friorentos, também existe a técnica “cascas de cebola”, que consiste em vestir várias camadas de roupas – uma em cima da outra. E engana-se quem acha que ficar coberto da cabeça aos pés é feio, de mau-gosto ou prova da ausência de estilo. A moda de inverno é criativa, elegante e até mesmo colorida. 

2 – Mantenha-se ativo

Outra dica essencial para enfrentar o frio é manter-se ativo durante a estação. Apesar de, na teoria, o inverno durar três meses, na prática demora no mínimo cinco meses. Por isso, uma das maneira de aproveitar esse período é permanecer em movimento. 

A neve é uma oportunidade de explorar diferentes esportes de inverno, como, por exemplo, a patinação no gelo. Existem muitas possibilidades já que a atividade física é algo presente na cultura canadense: esqui alpino, snowboard, caminhada nos bosques, etc. Para quem não é muito fã dos esportes ao ar livre, outras alternativas são as academias.

Juliana, ex-aluna da École Québec, ainda aproveita a estação para fazer coisas diferentes das que faz no verão, como curtir mais a sua casa, ir em um novo restaurante ou desfrutar do ar fresco em um SPA de inverno.

3 – Relativizar a adversidade

“Informação é a chave para enfrentar qualquer adversidade”, acredita Vinícius de Souza. Antes de imigrar, o ex-aluno da École Québec seguiu as orientações dos instrutores e pesquisou bastante na internet sobre o estilo de vida québécois e já estava preparado para enfrentar esse obstáculo.

Para ele, a adaptação ao frio foi a parte mais fácil da integração ao novo país. “Apesar das baixas temperaturas e das dificuldades relacionadas ao inverno, eu prefiro um dia de -10ºC  no Québec a um de 5ºC no Brasil” reflete. “Aqui, existe uma estrutura de aquecimento para aguentar as temperaturas mais baixas.  É difícil passar frio”, completa.

Chegar no Québec com a mente aberta também foi primordial para encarar a mudança radical de temperatura. Segundo Vinícius, expor-se a situações novas e encarar como uma oportunidade de crescimento pessoal são essenciais para a adaptação. “Superar o desafio do inverno cria vínculos com o Québec. Como sentir-se parte desta terra sem sentir, de fato, o frio?”, analisa.

Como adaptar-se ao inverno do Québec? A melhor dica

Assim, as orientações principais para a pergunta de “como adaptar-se o inverno no Québec” são agasalhar-se bem e ter roupas de qualidade. Também manter a mente ocupada e o corpo ativo para atravessar os meses da estação mais fria. Abra-se a experiência, explore novas possibilidades de esportes e aventuras com a neve como plano de fundo.  

Encare o inverno como uma oportunidade de crescimento, de superação e de criar vínculos com o Québec. Faz parte da experiência. E para finalizar, a melhor dica para sobreviver ao inverno é relativizar as adversidades e lembrar-se das razões que motivaram a imigração. Dá um força extra.

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo! 

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Como praticar a escuta para aprender francês québécois

Postado por:École Québecem:04/09/2020

Confira essas dicas de como praticar a escuta para aprender francês québécois e construa uma vivência incrível de aprendizagem 

Aprender uma língua demanda esforço e, por isso, é interessante construir uma jornada de aprendizagem prazerosa. Aqui, separamos algumas dicas e orientações de como aprender francês québécois com leveza e diversão. 

Antes de começar, nos dias em que você sentir-se cansado ou desestimulado, lembre-se do motivo que o levou a aprender essa língua. Mentalize o sonho de morar no Québec, pense nas experiências novas, oportunidades, na mudança de vida… isso dará ânimo para seguir em frente. 

Você pode ter outros motivos que não foram listados, mas, o importante é manter em mente o porquê dessa decisão. Assim, é mais fácil ter foco e fazer tudo que estiver ao seu alcance para aprender o idioma. 

Uma língua, mil maneiras de aprender

Uma das maneiras de entrar de cabeça na aprendizagem do francês québécois é praticar a língua todos os dias. Para isso, explore uma abordagem 360°. Isso significa consumir todos os formatos de mídia e envolver-se na totalidade da experiência. 

Para te ajudar nisso, a École Québec separou dicas de como praticar a escuta e aprender francês québécois. Com essas orientações, você vai construir uma vivência incrível de aprendizagem e aproveitar tudo que o idioma tem para oferecer. 

Vamos lá?

Como praticar a escuta para aprender francês québécois

Explorando podcasts

Todo mundo adora podcast! Esse formato de mídia caiu no gosto popular nos últimos anos, justamente por ser uma forma fácil de aprender. Também porque pode ser consumida em diversos momentos do dia como, por exemplo, no trânsito ou ao realizar uma atividade física.

Sem contar que é um jeito bem legal de consumir o francês québécois na sua essência. Confira a seguir algumas indicações:

3 Bières


“Três cervejas, três pessoas e três assuntos. Uma só discussão!” Esse é o slogan desse podcast criado em 2011 por Pierre-Luc Racine, Yannick Belzil e Gabrielle Caron. A cada semana, o trio recebe um convidado e três assuntos sugeridos pelo público e discute cada um deles degustando uma cerveja. Em 2017 o podcast foi indicado para o prêmio Gala Les Olivier, concedido para programas de humor que se destacam no rádio e na televisão do Québec. 

Répète pas ça


O humorista Alexandre Bisaillon e o comunicador especializado em neuropsicologia Guillaume Dulude apresentam esse podcast de entrevistas.  A cada programa eles recebem um convidado, onde conversam sobre assuntos que não ouviremos em outro lugar. O podcast também foi indicado pela primeira vez na Gala Les Olivier de 2018.

Des si et des raies


Julien Bernatchez, comediante, apresentador de rádio, criador da história em quadrinhos “Bernatchez Joe” e idealizador desse podcast, define o programa como “descontraído, com uma mistura de humor, cheiro forte e prazer intenso”. Na sua concepção, a intenção não é estar no ar para ensinar, e sim, para cometer erros. Vale a pena! 

Sintonizando na rádio e televisão

Para reforçar o aprendizado da língua, aplique os conhecimentos na prática, diariamente. Dessa maneira, é interessante pensar em como absorver os elementos do idioma, introduzindo a aprendizagem na rotina como, por exemplo, ouvir rádio e sintonizar nos canais de televisão do Québec.

Assim, você vai aprendendo o idioma ao mesmo tempo em que vai mergulhando na nova cultura – algo extremamente importante. 

Sintonize na Radio Canada e nos canais Télé Québec e TV5UNIS. Depois, pratique um pouco das pronúncias em casa!

Pronto! Qual desses programas você vai escutar primeiro? Aproveite essas orientações sobre como praticar a escuta para aprender francês québécois. Para finalizar, tenha em mente que o melhor caminho é utilizar o idioma para construir seu próprio mundo linguístico. Não existe uma forma única de pensar ou aprender. Esteja aberto a todas possibilidades!

Aqui no blog da École Québec, você encontra diversas informações, dicas e orientações de como aprender francês québécois e oportunidades de estudos e trabalhos no Québec. Explore nosso conteúdo!

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Série original do Québec estreia na Netflix

Postado por:École Québecem:12/08/2020

Série premiada é a primeira produção original do Québec no streaming, uma ótima oportunidade de treinar francês

A Netflix não para de lançar novas séries, filmes e documentários, inclusive originais, produzindo centenas de horas de programação em diferentes países do mundo. 

Sempre em busca de novas séries, o streaming apresentou crescimento significativo nos últimos anos, ganhando popularidade devido às séries originais e a seleção de produções de qualidade para o mercado do entretenimento. 

Para manter-se em constante crescimento mundial, com o objetivo de atingir o maior número possível de público, a Netflix adquiriu os direitos da série M'entends-tu? – a primeira série original do Québec a entrar no catálogo! 

Isso mesmo, uma oportunidade incrível de  treinar e aperfeiçoar o seu francês québécois. Vamos conversar mais sobre o enredo e porque essa série é imperdível! 

M'entends-tu?: do Québec para o mundo 

M'entends-tu? conta a história de três amigas de um bairro pobre em Montreal, unidas pelas situações difíceis da vida. Juntas, Ada (Florence Longpré), Fabiola (Mélissa Bédard) e Carolane (Landve Landry) tentam encarar suas realidades, problemas conjugais e familiares com bom humor e esperança. 

A série, criada em 2018, pela escritora e atriz Florence Longpré foi ao ar na Télé-Québec e teve uma recepção muito favorável dos críticos, além de receber cinco prêmios Gemini em 2019. Recentemente, foi confirmada a terceira temporada. 

O sucesso despertou a atenção da Netflix.  Agora, no catálogo do streaming desde o começo de junho, a primeira temporada de M'entends-tu? está em 190 países e legendada em 30 idiomas diferentes.

Mas você não precisa de legenda, não é mesmo? Essa é uma série perfeita para conhecer mais sobre o idioma, os costumes, o dia a dia e as pessoas do Québec! Aproveite os dez episódios da primeira temporada e treine bastante seu francês! 

A Netflix ainda não divulgou as datas para a estreia da segunda temporada. 

E se você gostar bastante, a segunda temporada está disponível no site do canal Télé-Québec! Pena que as filmagens da terceira temporada foram adiadas por conta da pandemia do Covid-19 🙁 

Em breve nós postaremos o review completo sobre a série.

Fiquem ligados! E aproveite para treinar seu francês québécois.

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École Québec na TV5 MONDE

Postado por:École Québecem:10/07/2020
Programme Seuls Ensemble

O diretor geral da École Québec, e jornalista correspondente da Radio-Canada, Serge Boire foi convidado para participar do último episódio da série Seuls Ensemble exibida na TV5 Monde juntamente com a Rosella Tursi, uma outra quebequense que mora em Nova Iorque.

Com a mágica da videoconferência e a colaboração do anfitrião Pierre-Yves Lord, o programa Seuls Ensemble, destaca como cada país está passando pela crise do Covid, através dos olhos e das histórias de canadenses que moram ao redor do mundo.

São 14 episódios, onde em cada um deles, 2 pessoas são convidadas para compartilhar suas histórias e emoções vividas nesse tempo de pandemia. Foram entrevistados canadenses morando no Japão, Haiti, Países Baixos, Bélgica, Vietnã, Tanzânia, Panamá, Suécia, França, Chicago, Alemanha, Espanha, São Francisco, Israel, China, Itália, Coréia do Sul, Indonésia, Índia, Rússia, Austrália, Suíça, Nova Iorque, Brasil.

O útlimo episódio dessa série de entrevistas ao redor do mundo, foi dedicado ao nosso diretor Serge Boire, que mora no Brasil. Ele dividiu suas experiências e sentimentos sobre o delicado momento em que todos estamos vivendo.

TV5: uma das maiores redes de televisão do mundo

Ficamos extremamente lisonjeados com o convite para participar do programa, que decidimos te contar um pouco da história dessa emissora grandiosa.

A TV5 foi fundada em 1984. É uma das três maiores redes de televisão do mundo, juntamente com a MTV e a CNN.

Em 2006 a TV5 fez uma alteração no seu nome, renomeando-se para TV5 MONDE com foco total para o mundo, como uma rede global. É o primeiro canal mundial em francês, onde reúne uma média de 60 milhões de espectadores por semana em cerca de 200 países do mundo.

A sua missão é promover a língua francesa, mas também, oferecer, divulgar e compartilhar a diversidade de culturas e ponto de vista.  Trazer informações multilaterais, e confiáveis em todo o mundo bem como explicar/mostrar as culturas dos pais onde o francês é o idioma. Conteúdo para todas as idades, desenhos e animes infantis, documentários e uma variedade de séries, entre outros. Financiada pela França, Suíça, Canadá, Quebec e Federação da Valônia-Bruxelas, a TV5MONDE está simultanêamente conectada com as TVs parceiras, cujos programas são vistos pelo mundo inteiro.

A TV5 MONDE é formada por vozes francesas de vários países. Vozes canadenses, francesas, belgas e suiças. Sendo assim, uma grande maneira de unir em um único lugar todos os francófonos. Sua particularidade é espalhar e pluralizar obras em francês, seja elas francesas, canadenses, belgas ou do continente africano, não importa. O importante é espalhá-las por todo lugar do mundo, apoiando as produções e coproduções originais.

TV5 MONDE é o operador oficial da Organização Internacional da Francofonia (OIF), que é uma organização internacional que congrega países em que a língua francesa é oficial ou tem um status privilegiado. Atualmente a organização tem 57 Estados que são membros e 20 países observadores.

A plataforma da TV5 MONDE disponibiliza, um espaço educativo para o aprendizado da língua francesa, eles disponibilizam uma variedade de vídeos curtos que ajudam a melhorar a pronuncia e a entonação das palavras. Os vídeos são dinâmicos e engraçados, e é possível fazer a busca por nível de conhecimento. Uma plataforma totalmente completa.
Nessa plataforma, existe um espaço totalmente exclusivo para atividades de aprendizado do iniciante ao intermediário com todo o conteúdo voltado para o Quebec. Todas as atividades estão relacionadas ao dia-a-dia no Quebec, seus pontos turísticos, atrativos esportivos e culturais.

Apresentando também, o serviço de treinamento para quem vai prestar a prova do TCF. No seu site, é possível testar o seu nível de francês, fazer exercícios do nível da sua fluência e fazer uma simulação da prova de proficiência. A simulação contém 80 questões que devem ser respondidas em 1h30.

Canal no Youtube

A maior parte do conteúdo é retirada de canais de países que falam francês, além de notícias internacionais, a TV5 MONDE tem na sua grade de entretenimento uma variedade de séries, para o público infantil até adulto. Além de estar na plataforma do YouTube e com app exclusivo.

Uma curiosidade é que o número 5 no nome do canal é a contagem das redes que fundaram o canal: TF1 é um canal privado francês, sendo o primeiro canal em audiência na França e no continente Europeu, Antenne 2 é o principal canal de televisão público francês e o segundo mais visto na França, FR3  é o terceiro maior canal de televisão público e que faz parte do grupo France Télévisions, RTBF é uma organização que presta serviços de rádio e televisão à Comunidade Francófona da Bélgica, na Valônia e em Bruxelas, e TSR é a televisão suíça romanda.

TV5 Québec

Em 1988, A TV5 Québec faz a sua primeira transmissão, feita diretamente de Montreal para todo o Canadá.

A TV5 Québec oferece canais especializados em todo o Canadá que ajudam a promover diversidade cultural, social e linguística da Francofonia de Quebec. TV5 juntamente com a Unis TV fazem parte do serviço de televisão digital para empresas em todo o Canadá.

A Unis TV evidencia a pluralidade da diversidade da Francofonia canadense. Com programas gravados e produzidos em todo o país, o canal oferece programação geral e divertida. Fundamenta sobretudo nas realizações e aspirações das comunidades francófonas em todo o Canadá.

A Unis TV cria e, promove a produção de conteúdo original, oferece filmes, documentários, séries originais, entre outros conteúdos de qualidade, buscando cada vez mais a criação de laços com o seu público.

Nosso diretor Geral, Serge Boire, participou da primeira temporada do programa Seuls Ensemble, no episódio 14 da emissora.

Fizemos a transcrição da entrevista traduzida para o português.

Pierre Yves: Olá a todos, então eu estou saindo do meu porão para ir ao Brasil, onde está o Serge.
Serge, No Brasil, você vive aonde, que tipo de habitação?

Serge: Eu moro em um bairro de artistas, no centro histórico do Rio de Janeiro, bairro chamado Lapa, um dos bairros mais antigos. Eu vivo com meu marido em uma pequena casa de 70m2, dois quartos, que fica no início da montanha de Santa Teresa.

Pierre Yves: Serge não é um nome que pareça ser brasileiro, de onde  você é, e por qual motivo ou razão você foi morar no Brasil?

Serge: Bem, eu nasci em Montreal. Fui criado em Napierville, na costa sul de Montreal, muito perto da fronteira americana, na verdade. E sou jornalista freelance há anos. Agora, ensino francês e sou dono da escola École Québec. Ensino francês para brasileiros que querem emigrar para o Quebec, e sou casado com um brasileiro.

Pierre Yves: No momento, é óbvio que você está vivendo em um dos lugares mais quentes do planeta no momento. E está claro que a pandemia mudou radicalmente a maneira como as coisas funcionam em suas cidades. Serge, o Brasil acaba de ganhar uma posição que não é viável se olharmos para a lista de países que sofreram pelo vírus. No dia a dia, como é vivida a pandemia em seu país?

Serge: Aqui, Pierre-Yves, não está indo muito bem, de jeito nenhum. Acredita-se que excederemos o número de infecções, o número de mortes atingidos pelos Estados Unidos. Então, estamos falando de 120.000 mortos aqui. Por que não está indo bem? Porque o presidente brasileiro não acredita que valha a pena cuidar da saúde das pessoas. Ele está mais preocupado com a economia. Então, aqui no Brasil, temos 27 governadores estaduais que recebem a mensagem da OMS e dizem às pessoas que devemos permanecer isolados, mas apenas 50% da população respeita essas indicações. O que significa que o Covid se espalha em alta velocidade. Aqui, estamos falando de 25.000 pessoas por dia infectadas e de 1200 a 1300 pessoas que morrem pelo Covid a cada 24 horas. Então, ainda não chegamos ao topo do famoso pico, sobre o qual falamos, que começamos na segunda-feira, aqui, no Rio e em São Paulo, medidas de desconfinamento. E é por isso que eu diria a você que não sei para onde estamos indo. Eu fico em casa. Estou muito mais ocupado do que estava. Eu administro duas escolas de francês. Tivemos que mudar nossos cursos presenciais para online. Eu trabalho sete dias por semana e não paro, mas pelo menos fico em casa.

Pierre Yves: Serge, só no Rio, à 1,5 milhão de pessoas que moram nas favelas. Imagino que seja praticamente impossível respeitar as regras do distanciamento social nesse contexto. A situação das favelas, fica como?

Serge: É uma realidade brasileira que não é justa no Rio de Janeiro, e que está em todo o país e que terá ainda mais impacto nas próximas semanas, porque as medidas de contenção nos bairros são difíceis.

Pierre Yves: Então, claramente a atitude do presidente, que é negligente com a situação, em oposição aos governadores que estão tentando impor medidas de distanciamento, que deve dividir a população.

Serge: Sim, absolutamente, e eu vou lhe dar um exemplo, Pierre Yves. Ontem eu tive uma vizinha, que é minha mãe brasileira.
Nós cuidamos um do outro e ela sabe muito bem que não pode sair de casa. Mas desde que ela perdeu o emprego por causa do Covid, ela começou a alugar quartos. Ontem, tive uma discussão difícil com um dos hóspedes que saiu para a rua sem máscara. Eu diria a você que existem cerca de 20, 30% das pessoas que não usam a máscara e olham para você como se você fosse um extraterrestre. Tenho a impressão de que, em algumas semanas, estaremos em uma situação bastante triste e bastante dramática aqui no Brasil. Onde sinceramente acho que teremos ultrapassado os Estados Unidos porque, precisamente, temos um presidente que acredita que devemos primeiro salvar a economia e depois salvar a vida humana.

Pierre-Yves: Os estados unidos acumula uma certa frustação nesse momento, em relação a pandemia, e a injustiça racial. (Esse assunto foi questionado, porque a Rosella, também convidada para participar desse episódio do programa, mora em Nova York. Onde ela foi questionada sobre como a população estava lidando com a pandemia juntamente com os protestos ”Black Lives Matter”, desencadeados depois da morte brutal do americano George Floyd.)

Serge: Eu concordo, acho realmente triste que isso ainda aconteça e estou feliz por haver manifestações em grande escala. O que me entristece e me ofende como indivíduo é que essas situações acontecem centenas de vezes por dia no Brasil. Mas quando se trata da América Latina, vocês acham que é normal. Mas uma vida negra brasileira e uma vida negra americana, na minha opinião, têm o mesmo valor.

Serge: Estou muito feliz em ver o que está acontecendo, mas o que há de errado comigo aqui é que estamos abrindo o Jornal nacional brasileiro com protestos negros nos Estados Unidos, de um homem negro morto pela polícia, enquanto isso acontece centenas de vezes por dia em todo o país, em um país de 208 milhões de habitantes. Isso me choca.

Pierre-Yves: Bem, eu entendo você.
E, de fato, é extremamente chocante. Estou lhe fazendo uma pergunta difícil. Responda-me com seu coração. Eu, pelo que ouvi de suas histórias e pelo que ouvi nas notícias sobre o Brasil e os Estados Unidos, me parece bastante instável hoje em dia. Você às vezes pensa que está no lugar errado?

Serge: Não, não, acho que nós dois conhecemos amor. Eu, pensei algumas vezes em voltar ao Quebec, mas diria a você, Pierre-Yves, que encontrei aqui, coisas, no nível dos valores dos brasileiros, que estão mais em harmonia comigo. Aqui, pobres ou ricos, aproveitamos cada dia porque não sabemos se amanhã ainda estaremos vivos. E isso, é o que eu busco mais.

Pierre-Yves: De fato, o que você está me contando, afinal, é que quando alguém encontra o seu lugar, a sua casa, não importa os momentos difíceis, se encontra a vontade, a energia para não desistir

Serge: Cada pessoa tem uma escala de valores.
Este não é o país perfeito, mas, ao mesmo tempo, se eu resumir bem, se fizermos nossa lista de pontos positivos e negativos, há muito mais pontos positivos do que negativos.

Pierre-Yves: De qualquer forma, Rosella em Nova York e Serge no Brasil, primeiramente, prazer em conhecê-los, o depoimento de vocês me tranquilizou. Isso me diz que, independentemente das dificuldades que enfrentamos, quando temos esperança e quando temos um profundo amor pelos seres humanos, isso nos dá asas e, em seguida, nos dá a força para enfrentar, qualquer que sejam as provações. Parece que estou um pouco emocionado, porque, seus testemunhos estão cheios de emoções, depois de sete semanas desde que, do meu porão, eu comecei a viajar pelo mundo. Faço novos amigos, ouço, descubro sabores, cidades, países, atmosferas. Então, terminar com vocês, nos dois lugares mais quentes do planeta, mas com pessoas extremamente calorosas. Então, eu quero agradecer, quero dizer obrigado.

Pierre-Yves: Mas quero enviar uma grande saudação a todos aqueles que se juntaram a nós nas últimas sete semanas. Existem bilhões de espectadores que têm nos seguido sozinhos nas diferentes plataformas da Tv5, foi realmente um momento muito bom, muito obrigado.

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Mês do Francês Québécois da École Québec

Postado por:École Québecem:08/07/2020



Agosto será o Mês do Francês Québécois da École Québec!!!!

Do dia 03 ao dia 29 de agosto, vamos organizar vários Ateliers para você melhorar seu francês e conhecer mais sobre o Québec!

Foto divulgação

Os ateliers são abertos a todos os níveis e serão adaptados em função do nível de francês dos alunos inscritos.

Dá uma olhada na programação:

Atelier 1 – Mots et expressions québécois
Atelier 2 – Prononciation
Atelier 3 – Trucs et astuces pour vivre au Québec
Atelier 4 – Rendez-vous avec la musique

Duração dos ateliers: 1h30

Se você é nosso aluno, ganha desconto.

Clique no link para saber preço, horário, descrição dos ateliers e
Se Inscreva!!!

Nos vemos em breve!!!