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Falta de mão de obra – Québec

Postado por:Catherine Potvinem:20/09/2018

A província de Québec também está em plena campanha eleitoral e um dos grandes temas discutidos é a imigração. Como em várias partes do mundo, os movimentos migratórios tem preocupado a população e políticos precisam discutir os diversos programas de imigração e integração.

Seguem algumas informações apresentadas por Ximena Sampson sobre o assunto da falta de mão de obra vivenciada no mercado de trabalho quebequense:

  • Nos últimos 14 anos, a taxa de cargos não preenchidos dobrou na província passando de 2% a 3,9%
  • O Québec é a província mais prejudicada pela falta de mão de obra no Canadá
  • Existem 3 tipos de penúria de mão de obra: em certos setores de atividade, em certas regiões e as vezes em certos setores dentro de uma região específica.
  • A dificuldade de encontrar funcionários qualificados está mais gritante nas regiões: capital nacional (Quebec City), Abitibi, Côte-Nord e Saguenay; regiões onde a taxa de desemprego é muito baixa.
  • As empresas mais prejudicadas são aquelas com menos de 50 funcionários.
  • Ao contrário da opinião de certos, a dificuldade de recrutar talentos não se restringe aos cargos com salários baixos. Sem serem cargos de engenheiros ou pesquisadores post-doutorais, são cargos que exigem certas qualificações ou um treinamento interno e que oferecem salários bem acima do salário mínimo.
  • A imigração não é a única solução. É preciso incentivar os trabalhadores mais velhos a se manterem empregados e inovar para reter o pessoal. Também, podem investir em automatização e modernização dos cargos.
  • São duas principais causas para a escassez: o envelhecimento da população e a recuperação económica.

O artigo termina com a opinião de 2 especialistas sobre como melhorar os programas de imigração para que ela seja realmente uma solução para o problema da falta de mão de obra. O Senhor Fortin explica que simplesmente aumentar as quotas gerais de imigração não vai resolver o problema. É preciso identificar as competências exigidas pelas empresas e escolher imigrantes que tenham essas competências.

O Senhor Gaudreault, economista na federação canadense da empresa independente, também considera que a tabela de seleção dos imigrantes deveria ser melhor adaptada ás necessidades do mercado. Se dá muitos pontos para um doutorado, mas será que corresponde ao que o mercado realmente precisa? Também, seria importante atrair mais imigrantes no interior pois hoje 74% deles se estabelecem na região metropolitana de Montréal.